domingo, 28 de fevereiro de 2010

whatever Works

Por favor, não percam este filme. Woody Allen em toda a sua força. Uma forma de estar na vida. Contra tudo e contra todos…

Para mim, um dos melhores filmes que vi de há muito a esta parte, embora acredite não ser de muito fácil assimilação ou mesmo entender.. mas tem tanto de real…

Mais difícil ainda será levar tudo à prática mas perfeitamente possível. A reter a filosofia de vida e não apenas os exemplos - mas também… e assim, alcançar uma felicidade plena embora à custa de uma rosa que tem sempre os seus espinhos com ou sem sangue…

Tanto que nos esquecemos como a Vida é tão curta. Faz-me lembrar um slogan da Vodafone:

Live the Moment… Now…

 

Lição final:


Just be yourself and let it go…

 

Nota: uma grande verdade que foi dita logo no início no filme: “tudo está bem desde que terceiros não sofram…”

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sábado, 27 de fevereiro de 2010

Intermezzo

Ela:  Desculpa, podes-me ver o que tem o meu telemóvel ? Não está bom…

Ele: Então ? Que se passa ? Não funciona ?

Ela: Não tem o teu número…

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Um carnaval diferente…

 

 

Ela e Ele viviam juntos. Amavam-se. Incondicionalmente. Soltos. Sem prisões. Carnaval chegou. Combinaram sair com amigos. Separados. Encontrar-se-iam no final da noite, em casa. Cada um iria comprar uma máscara nesse dia, separadamente. Os temas a escolher seriam surpresa para mais tarde. Por terem tido um dia cheio, profissionalmente, não se encontraram antes de sairem.

Ela chegou à festa. Animada, irreconhecível na sua máscara de doce Feiticeira,  deixou o álcool ir deslizando. Sem controlo. Sentia tesão por estar sózinha, entregue a uma noite em que sabia que algo poderia acontecer. Aos dois. Com um consentimento tácito. O ambiente estava escaldante num calor que contratastava com a baixa temperatura no exterior. Luzes que apenas permitiam descortinar os perfis dos corpos ondulantes e que desbotavam as cores das máscaras. A música escaldante e bem alta retirava qualquer possibilidade de se poder ouvir.

Reparou num homem com máscara de Xeque das Arábias que a olhava insistentemente. Agradou-lhe e retribuiu os olhares. No meio de toda aquela volúpia, sentiu-se excitada. Queria aproveitar aquela noite em que Ele e Ela estavam separados. Não por gostarem menos um do outro mas sim por saberem que gostavam de jogos cerebrais e perversos.

O álcool, a música e a dança serviram de desculpa para se irem aproximando um do outro. Dançavam entregues ao poder dos sentidos. Corpos suados. Aí o dono da casa anunciou o ponto alto da festa: Naquele carnaval, naquele momento, as luzes ir-se-iam reduzir ainda mais durante uma música com a duração de 4m30segs e em que o vídeo ia sendo projectado numa parede: Mariposa Traicionera. Nesses minutos, tudo seria permitido... Um momento de perdição ao estilo romano...

Procuram-se. A Feiticeira e o Xeque. Chegaram-se ainda mais perto e quando a música começou, sentiam já os seus corpos tocarem-se. Ela lembrou-se do homem da sua vida, o que a excitou ainda mais. O tal consentimento tácito... E, ali mesmo, estes dois desconhecidos entregaram-se um ao outro. As máscaras deles facilitaram o encaixe perfeito. Foram 4 minutos e 30 segundos de um louco frenesi que culminou em sexo. Ali mesmo, durante a dança, sem que ninguém tivesse reparado.

O fim da música e luzes de novo ditaram o fim deste estado de gozo em que nem uma palavra foi trocada. E assim se afastaram. Até ao fim da festa. Uma das suas fantasias, sexo com um desconhecido, tinha-se concretizado.

Voltou para casa um pouco mais tarde, depois de ter que passar ainda algum tempo com as amigas. Queria ir-se embora rapidamente para casa. Para ir ter com Ele. Sem saber se já teria chegado. Interrogava-se como teria sido a noite dele. E pensava como Lhe dizer o que se tinha passado. Secretamente, desejaria que Ele tivesse gozado tanto como ela. Queria tanto fode-lo…

Chegou e Ele já estava deitado. Luz apagada. Despiu-se, meteu-se na cama. A sua mão procurou-o. Tiveram uma noite de sexo devastadora. Um tesão descontrolado. Ambos recordavam a noite que tinham tido mas que, por acordo mútuo, apenas contariam no dia seguinte. Naquele instante, era altura para sexo  perverso alimentado pela imaginação de cada um. No dia seguinte, contariam tudo um ao outro. E recomeçariam.

Os cortinados do quarto davam passagem a uma luz difusa. O sol ia já bem alto. Acordaram. Nessa noite tinham adormecido abraçados. Beijaram-se apaixonadamente. Sentiram a presença de cores diferentes das habituais naquele quarto repleto de paixão. Os seus olhares foram puxados para as cadeiras que se encontravam perto da cama. Um ar de espanto apoderou-se deles. Riram. Riram muito. Cúmplices. Como sempre.

Eram as máscaras dos dois... Xeque das Arábias e Feiticeira…

Desta vez, não foderam apenas. Amaram-se também e com uma intensidade como há muito já não experimentavam.

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sábado, 20 de fevereiro de 2010

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Idades…

E se uma mulher, ao sentir-se apaixonada por um homem, lhe perguntar a idade e receber como resposta “tenho 500 anos”, qual seria a sua reacção ? Por certo que iria pensar que o homem era louco. Mas é o que se passa na série que deu na TV e filme depois chamado Os Imortais /Highlander. É a história de um homem que, por uma razão diversa, se tornou imortal em 1536, vivendo ainda nos nossos dias. Pertencia a uma classe muito restrita de homens que, tendo-se tornado imortais, só podiam ser mortos por outros imortais cortando-lhes a cabeça com uma espada.

Bom, a verdade é que depois da tal reacção inicial de incredulidade e da explicação dele, o choque dela era enorme, nem que fosse apenas pela situação anti-natura. Ah! Neste caso, o homem mantinha sempre o seu corpo no mesmo estado. Não envelhecia. Como seria – interrogava-se ela – viver com alguém com 500 anos ? O seu comportamento seria igual ao considerado como normal, sentir-se-ia intimidada por ele ter um passado já tão longo e assim desfasado do seu ? Será que os interesses e modo de ver a vida seriam diferentes ? A verdade é que lá iam andando. Só tinha a parte dramática de ele ter que ir assistindo ao envelhecimento delas ao longo dos anos enquanto ele continuava sempre igual.

E isto a propósito das “novas” idades biológicas a que hoje se assiste, muitas vezes desfazadas das mentais. Os 30’s passaram para os 20’s, os 40’s para os 30’s, os 50’s para os 40’s, os 60’s para os 50’s, etc. E já bastantes vezes, não recuar 10 anos mas mesmo mais. Uma vez foi-me dito: nem todos podem mentir na idade mas sim e apenas os que podem. E é uma grande verdade.

Os casos das pessoas que se sentem bem, sempre cheios de força, como se sentissem imortais mentalmente, por vezes torna-se bem complicado pois sentem-se deslocados perante as suas idades biológicas. E com a sociedade, plena de inveja, a chamá-los loucos. Por isso e não raras as vezes, sentem-se “obrigadas” a ocultarem ou mesmo mentirem sobre as suas verdadeiras idades de BI. Principalmente quando se relacionam com pessoas bem mais novas. Porque se sentem bem mais próximas delas do que de pessoas com idades idênticas.

Está certo fazerem-no ? Não, não está certo mas a sociedade assim tantas vezes o impõe embora tudo esteja a mudar, lentamente…

No caso de relações homem-mulher com grandes diferenças de idade, independentemente do elemento de maior idade ser o homem ou mulher, é curioso ver como a sociedade reage em regra: os mais velhos estão em crise de meia-idade; se forem os mais novos, é porque se estão a aproveitar dos mais velhos, materialmente, ou então e se calhar tiveram problemas na infância. Ou ainda e ambos serão freaks ou pervertidos. Esquecem-se que amor não escolhe idades.
Enfim, polémicas semelhantes a um número indeterminado de situações que saiam fora das rígidas e falsas regras das várias sociedades deste mundo que têm uma coisa em comum: todas dizem “faz o que te digo e não o que eu faço”…

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Ídolos – Duetos Abrunhosa com Diana e Filipe

 

Para quem gosta, aqui deixo os duetos dos Ídolos de ontem, Abrunhosa com Diana e Filipe. Qualidade não está muito boa mas já dá para se ouvir.

 




E o tralho que o Abrunhosa deu? Deu mesmo para rir e, como se já diz por aí, ficou provado que tem mesmo queda para a música… Ver a queda que deu AQUI

 

Se alguém quiser as músicas, digam-me e mandarei.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Imagem pública – responsabilidades acrescidas – Relações…

Facto: Ontem, na sala VIP (lounge) do aeroporto, Carlos Queirós e o jornalista desportivo Jorge Batista, envolveram-se em agressões em público, nomeadamente perante as pessoas que fazem parte do comitiva que ia assistir ao sorteio do Euro 2012 e que se realizou hoje. Grande parte da impressa escrita e televisiva já noticiou este triste acontecimento. Deixo um link aqui

Estas agressões ultrapassaram tudo o que se pode conceber como sendo possível por parte de uma pessoa que desempenha as funções de treinador da selecção nacional, na minha opinião. Curioso é que o presidente da FPF, Madail, saiu de imediato em defesa do treinador, desvalorizando este acontecimento. Pudera! São todos iguais!

Não posso deixar de fazer várias reflexões…

1. Pessoas que desempenham funções acrescidas, imagens públicas e que deverão servir de modelo e exemplo para todos com quem trabalha e para o público em geral, têm responsabilidades muito acima da média. Deverão ser pessoas irrepreensíveis e, por esta razão, ganham fortunas.

2. Neste caso, Carlos Queirós quebrou, sem margem para dúvidas, este príncipio sagrado.

3. Como pode ele, em casos futuros, castigar jogadores que tenham comportamentos idênticos, nomeadamente entre colegas da mesma equipa? Não terá moral para isso.

4. Uma pessoa assim mostra que não tem um controle sobre si mesmo e que precisa para disciplinar uma classe tão difícil como a dos jogadores de futebol.

5. Faz com que o público se divorcie, cada vez mais, da nossa selecção, não lhe dando o apoio que tanto precisa.

6. Uma tristeza constatar tudo isto. Faz-me lembrar a classe política em todo o seu esplendor. Recordo agora a cena da Maria José Nogueira Pinto, no Parlamento, na cena do palhaço . Neste caso, acharam tudo normal mas já não foi o caso quando exigiram a demisão do ministro Manuel Pinho com a cena dos cornos.

7. É sempre a mesma coisa: dois pesos, duas medidas, conforme as pessoas e interesses em causa. Mas bem mais grave e inaceitável quando acontece com figuras de responsabilidades acrescidas e públicas e que ganham fortunas por tais razões.

Foda-se!

 

Querem mais?  Esta também é “linda” embora já com algum tempo…

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O novo sr. dr. Secretário de Estado da Protecção Civil do actual governo (sim, governo com um “g” em letra pequena!)

VascoFranco

É o que temos!!!!!!!!

O Sr. Dr. Vasco Franco há 4 anos atrás tinha o antigo 5º ano do Liceu (9º ano de escolaridade actual) por equiparação do Curso Comercial. Entretanto, formou-se com 18 (dezoito) valores na Universidade Lusófona - ULHT (atenção: não foi na Independente, hein!!!).

Vejam se o seu curriculum no site do governo não impressiona…

Assim, na ULHT, propriedade de um dos chefões da Maçonaria, cuja mulher foi eleita deputada pelo PS nestas legislativas e fez parte das listas autárquicas de 2009 em Lisboa (coincidências), cidade onde tem várias obras embargadas nos seus colégios e escolas (mais coincidências, é claro), o sr. Franco passa a Sr. Dr. Franco, mais rapidamente ainda do que o Sr. Eng. Sócrates e pelo menos tão rapidamente como o Sr. Dr. Vara, ambos na Independente.

Ou seja, continuamos e aprimoramos. Viva Portugal!

Com o 9º ano, 50 anos de idade e reforma de mais de € 3.000 euros... até parece gozo...
CHAMAR-LHE ESCÂNDALO É POUCO!
O Presidente da República não deve saber desta.  Será que alguém lhe pode enviar a notícia?
ENTÃO É ASSIM!

Apesar de ter apenas 50 anos de idade e de gozar de plena saúde, o socialista Vasco Franco, número dois do PS na Câmara de Lisboa durante as presidências de Jorge Sampaio e de João Soares, já está reformado.
A pensão mensal que lhe foi atribuída ascende a  € 3.035 euros (608 contos), um valor bastante acima do seu vencimento como vereador.
A generosidade estatal decorre da categoria com que foi aposentado - técnico superior de 1ª classe, segundo o «Diário da República» -apesar de as suas habilitações literárias se ficarem pelo antigo Curso Geral do Comércio, equivalente ao actual 9º ano de escolaridade.
A contagem do tempo de serviço de Vasco Franco é outro privilégio raro, num país que pondera elevar a idade de reforma para os 68 anos, para evitar a ruptura da Segurança Social.
O dirigente socialista entrou para os quadros do Ministério da Administração Interna em 1972, e dos 30 anos passados só ali cumpriu sete de dedicação exclusiva; três foram para o serviço militar e os restantes 20 na vereação da Câmara de Lisboa, doze dos quais a tempo inteiro.
Vasco Franco diz que é tudo legal e que a lei o autoriza a contar a dobrar 10 dos 12 anos como vereador a tempo inteiro.

Triplicar o salário - Já depois de ter entregue o pedido de reforma, Vasco Franco foi convidado para administrador da Sanest, com um ordenado líquido de € 4.000 euros mensais (800 contos). Trata-se de uma sociedade de capitais públicos, comparticipada pelas Câmaras da Amadora, Cascais, Oeiras e Sintra e pela empresa Águas de Portugal, que gere o sistema de saneamento da Costa do Estoril.
O convite partiu do reeleito presidente da Câmara da Amadora, Joaquim Raposo, cuja mulher é secretária de Vasco Franco na Câmara de Lisboa. O contrato, iniciado em Abril, vigora por um período de 18 meses.
A acumulação de vencimentos foi autorizada pelo Governo PS mas, nos termos do acordo, o salário de administrador é reduzido em 50% - para € 2.000 euros - a partir de Julho, mês em que se inicia a reforma, disse ao Expresso Vasco Franco.
Não se ficam, no entanto, por aqui os contributos da fazenda pública para o bolo salarial do dirigente socialista reformado. A somar aos mais de € 5.000 euros da reforma e do lugar de administrador, Vasco Franco recebe ainda mais € 900 euros de outra reforma, por ter sido ferido em combate em Moçambique já depois do 25 de Abril (?????), e cerca de € 250 euros em senhas de presença pela actuação como vereador sem pelouro.
Contas feitas, o novo reformado Vasco Franco do PS, triplicou o salário que auferia no activo, ganhando agora mais de 1200 contos limpos. Além de  carro, motorista, secretária, assessores e telemóvel.

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E é assim, através destes pequenos e muitos aparentes “nadas” que o nosso sentimento sobre alguns relacionamentos se vai deteriorando aos poucos. Quase sem se ir dando por isso. E, mais tarde, quando damos por nós, deparamos com uma relação – neste caso com a nossa classe dirigente – que nem sabíamos estar terminada. E depois… depois… espera-se apenas que aconteça a tal gota de água…

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010