A Paciência requer muita prática…
Muito se tem escrito acêrca de Michael Jackson, numa homenagem que, polémica ou não, será justa por tudo o que fez e representou. O texto que aqui deixo, da autoria de Joaquim Quintino Aires, psicólogo clínico, Expresso de 4 Juho passado, impressionou-me não só pela análise feita sobre a lenda mas também e principalmente, sobre nós, mente humana, na generalidade. Enquanto lia e relia este documento, transpunha não só a minha pessoa mas também todos os humanos deste nosso planeta.
Sempre dediquei um grande espaço das minhas reflexões às pessoas em si, suas personalidades e relacionamentos. Não podia deixar passar este texto em claro…
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O cérebro humano é um orgão complexo. Resultado de milhões de anos de evolução, nunca está pronto e, para se estruturar e desenvolver, necessita da relação com outros humanos. Humanos que apontem o mundo, os objectos, as pessoas, os sentimentos, os factos e os eventos, de modo a que a imagem de si próprio se construa como um reflexo daquilo que é na realidade. Um reflexo activo, vivo, subjectivo e em constante movimento, que se constrói mais e mais, aproximando-se cada vez mais da realidade. Como “espelho” que serve a esse reflexo, que no fundo será a psique, lá estão os outros.
No afecto que nos dão, nos comentários que fazem aos nossos actos, encontra-se o outro lado da moeda, neste fascinante processo de construção da personalidade. Por um lado entra a força da nossa luta pela sobrevivência e do desejo de sermos amados, pelo outro a força da resposta que nos é dada por cada humano que nos é significativo. Do encontro das duas forças resulta esse reflexo psíquico, a personalidade, que não é mais do que uma descrição de nós mesmos para nós mesmos. E é com a personalidade,e pela personalidade, que agimos no mundo.
Michael Jackson mostrou ao mundo a brutalidade deste encontro de forças. Capaz de maravilhas que provovaram em tantos outros uma resposta que, porque criança, ainda não conseguia acolher. Vazio do afecto que os seus mais próximos não lhe souberam dar. Inteligente, aprendeu cedo a expressar com mais força a sua luta pela sobrevivência e o seu desejo de ser amado. E recebeu cada vez com mais força a resposta de tantos outros, que não sabia acolher. Parece que só não preencheu o vazio de afecto que os seus mais próxims nunca souberam, ou não quiseram, dar-lhe.
Incapaz de construir uma representação de si, acredito que não tivesse memória das plásticas que negava ter feito. Prisioneiro de uma solidão que poucos humanos conheceram, reagiu com euforia, expressão desesperada do vazio depressivo. Foi com angústia que assisti a uma reportagem sobre compras que mais parecia um surto maníaco. Restou-lhe entâo dar a outros com a força do desespero de quem precisa que lhe deêm. Por isso não temos dados suficientes para contar as associações de solidariedade que ajudou.
Mas o cérebro nunca confunde bens materiais com afecto, por isso conseguem ocupar o lugar deste. Voltou-se para a experiência mais profunda do conforto: o aconchego de uma mãe e de um pai. Fez dos dois e levou crianças para a sua cama, oferecendo-lhes o que certamente mais desejava que lhe dessem. Como psicólogo clínico, acredito absolutamente que apenas lhes deu afecto. O primitivo afecto que nunca teve e que, se em falta, não permite passar para o afecto de adultos.
“Bad” foi apenas uma música. Mas talvez ele nunca tenha percebido !
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Your butt is mine
Gonna tell you right
Just show your face
In broad daylight
I'm telling you
On how I feel
Gonna hurt your mind
Don't shoot to kill
Come on.
Come on.
Lay it on me
All right...
I'm giving you
On count of three
To show your stuff
Or let it be...
I'm telling you
Just watch your mouth
I know your game
What you're about
Well they say the sky's the limit
And to me that's really true
But my friend you have seen nothin'
Just wait 'til I get through...
Because I'm bad, I'm bad.
Come on.
(Bad bad-really, really bad)
You know I'm bad, I'm bad.
You know it.
(Bad bad-really, really bad)
You know I'm bad, I'm bad.
Come on, you know.
(Bad bad-really, really bad)
And the whole world has to answer right now
Just to tell you once again,
Who's bad...
The word is out
You're doin' wrong
Gonna lock you up
Before too long,
Your lyin' eyes
Gonna tell you right
So listen up
Don't make a fight,
Your talk is cheap
You're not a man
You're throwin' stones
To hide your hands
But they say the sky's the limit
And to me that's really true
And my friends you have seen nothin'
Just wait 'til I get through...
Because I'm bad, I'm bad.
Come on.
(Bad bad-really, really bad)
You know I'm bad, I'm bad.
You know it.
(Bad bad-really, really bad)
You know I'm bad, I'm bad.
You know it, you know.
(Bad bad-really, really bad)
And the whole world has to answer right now
(And the whole world has to answer right now)
Just to tell you once again,
(Just to tell you once again,)
Who's bad...
We can change the world tomorrow
This could be a better place
If you don't like what I'm sayin'
Then won't slap my face...
Because I'm bad, I'm bad.
Come on.
(Bad bad-really, really bad)
You know I'm bad, I'm bad.
You know it.
(Bad bad-really, really bad)
You know I'm bad, I'm bad.
You know it, you know.
(Bad bad-really, really bad)
Woo! Woo! Woo!
(And the whole world has to answer right now
Just to tell you once again)
You know I'm bad, I'm bad.
Come on.
(Bad bad-really, really bad)
You know I'm bad, I'm bad.
You know it - you know it.
(Bad bad-really, really bad)
You know, you know, you know, you know, come on
(Bad bad-really, really bad)
And the whole world has to answer right now
(And the whole world has to answer right now)
Just to tell you once again,
(Just to tell you once again,)
You know I'm smooth, I'm bad.
You know it.
(Bad bad-really, really bad)
You know I'm bad, I'm bad baby.
(Bad bad-really, really bad)
You know, you know, you know it, come on
(Bad bad-really, really bad)
And the whole world has to answer right now
(And the whole world has to answer right now)
Woo!
(Just to tell you once again,)
You know I'm bad, I'm bad.
You know it.
(Bad bad-really, really bad)
You know I'm bad, you know hoo!
(Bad bad-really, really bad)
You know I'm bad, I'm bad you know it, you know
(Bad bad-really, really bad)
And the whole world has to answer right now
(And the whole world has to answer right now)
Just to tell you once again,
(Just to tell you once again,)
Who's bad?
Uma notícia fez-me recordar algumas cenas de séries televisivas americanas ligadas à saúde: doentes que davam entrada em hospitais eram, desde logo, questionados se possuiam seguros de saúde e, em caso negativo, como poderiam pagar qualquer assistência ou intervenção mais séria que lhes fosse feita. Tudo se faz nos USA, sim, mas desde que se tenha dinheiro.
O sistema de saúde americano passa por seguros privados de saúde, negociados pelas empresas para os seus empregados que queiram aderir e cujo valor mensal pago por estes será inferior ao cobrado aos europeus, por via de impostos. Um sistema privado, portanto. Para os pobres, idosos/aposentados, deficientes e outros, o estado suporta as despesas através de dois sistemas oficiais, controversos por razões diversas.
Foi por este motivo que fiquei surpreso ao ler a tal notícia - e num país deste, supostamente o mais desenvolvido do mundo – no American Journal of Medicine, em que dizia:
“60% de todas as ruínas financeiras nos Estados Unidos, em 2007, deveram-se a despesas de saúde e em que três quartos dessas famílias tinham seguros de saúde”.
Em outro local, raparei nos valores anuais que os médicos por lá ganham, em média, anualmente: € 146.131 no caso de médico de família, € 258.292 um cirurgião e € 445.593 um neurocirurgião. Isto para não falar nos valores altíssimos cobrados pelas clínicas e medicamentos.
Na Europa e em Portugal, em particular, é o que sabemos. Diz a nossa constituição que todos temos direito a assistência de saúde gratuita, digna e eficaz e eficiente (esta de “eficaz e eficiente” são palavras minhas que tirei do sentido geral do tal artigo da constituição). Bullshit! ou então Kiss my ass! como dizem os americanos. Em português, ora foda-se!
Há uns tempos, a minha filha partiu uma mão e, apesar de ter uma família de médicos, não quis recorrer a nenhum deles. Porque (1) não gosto de pedir favores (2) quando se pede um favor, depois nunca se pode reclamar (3) fica-se em posição frágil a partir daí, tipo depois a ouvir, mesmo sem palavras “you owe me one” (4) nunca gostei de “cunhas”. E então fui a um hospital público, ou seja, serviço nacional de saúde.
Resultado: minha filha teve que ser operada. Puseram-lhe uma chapa a unir um osso partido. Foram meses de intervenções diversas e esperas sem fim. Depois de tudo tratado, uns tempos depois, começaram a aparecer-lhe dores. Voltámos ao hospital. A solidificação tinha sido mal feita. Era necessário partir o osso, retirar a chapa, recomeçar tudo de novo. Claro que fugi dali a setenta pés e lá fui falar com um médico da minha família que trabalhava num hospital privado. Teve que se partir o osso sim mas acabou por se resolver tudo e bem.
Enfim… armei-me em poeta idealista e o resultado foi o que foi. Isto no meu caso. E as outras pessoas que não têm alternativa…? têm que comer e calar…
Dia hoje dos espantos: como é possível o Cavaco aceitar marcar eleições paras as legislativas e autárquicas em dias diferentes, 27 de Setembro para as legislativas e 11 outubro para as autárquicas? praticamente, com 15 dias de diferença. Para algumas coisas, as economias de recursos são importantes. Para outras, não (como dizia ao Almeida Santos). É tudo relativo, dependendo dos interesses de cada um.
Como diz um amigo meu…. E assim vai o mundo… e eu acrescento (mais uma vez): Ora foda-se !!!
Ontem distraí-me e, sem dar por isso, fui bebendo – estava em casa – uns vodkas limão. Estavam bem frescos e a saberem-me muito bem. Só hoje, ao acordar, notei que tinha abusado e bastante. De ressaca agora e ainda portanto. Um caso bem raro que foi. Beber sozinho e em casa até parece de um alcoólico. Há uns tempos largos atrás, aconteceu-me algo parecido mas aí foi whisky com red bull. Foi em outubro passado.
E assim ando pela casa hoje tipo zombie mas é bem feito para, numa próxima vez em que tal possa acontecer de novo, me faça mais facilmente recordar das consequências que estas coisas podem ter.
Estava confortavelmente deitado no sofá e resolvi rever o Casablanca. São sempre deliciosos aqueles 98 minutos de filme. O “Play it Sam” talvez seja das frases mais curtas e famosas de sempre.
O Amor é levado ao seu expoente máximo em que o egoísmo é posto de lado em nome da pessoa que se ama. Para seu bem.
Nunca me canso de rever esta cena…
83% foi o aumento do tempo que os americanos passaram em sites de redes sociais no passado mês de Abril quando comparado com o mês correspondente do ano anterior.
Interrogo-me qual a razão de um aumento tão drástico. Desconheço o que se terá passado nos meses anteriores e posteriores. Posso imaginar que a tal crise tenha contribuído notoriamente para tal. Falta de dinheiro obrigou-os a sair menos de casa e, assim, procurar soluções alternativas para se distrairem. Fico curioso em saber se tal fenómeno se passará igualmente na Europa e, mais particularemente, em Portugal.
Uma coisa é verdade e em regra: o comportamento da sociedade americana tem-se reflectido, com uns anos de décalage, na Europa e resto de mundo. As relações que se vão criando com origem na net têm vindo a aumentar drasticamente, fruto de um dia-a-dia cada vez mais exigente em que pouco tempo livre nos deixa para, depois do trabalho, termos tempo para o lazer e, implicitamente, criar novas amizades pelo método tradicional, ou seja, olhos-nos-olhos.
Em particular e nosso país, existe ainda uma carga fortemente negativa, por parte de terceiros, sobre as relações iniciadas através da net. Uma carga que está relacionada com questões de segurança e, quiçá, com uma imagem de incapacidade de estabelecer contactos pelo via a que estávamos habituados, o chamado mundo real (como se a net fosse habitada por fantasmas, mas ok).
Por mim, nunca tive qualquer tipo de problema em criar amizades pela net. Considero-a, aliás, como um meio igual a tantos outros. É preciso cuidado? Sim, é verdade. Mas não é muito diferente do mundo dito real. Há tempos escrevi sobre este tema – Amizades herdadas e escolhidas – e, de então (23 Julho 2007) para cá, apenas tenho confirmado, cada vez mais, a ideia que tinha.