segunda-feira, 12 de abril de 2010

Venha o diabo e escolha?

Ouço ocasionalmente relatos, contos, dramas de amigos que se apaixonaram por mulheres lindas, fantásticas, orgásmicas, cobiçadas. De fazerem parar o  mundo. Com o tempo, as suas dores de cabeça aumentaram exponecialmente. Eram felizes, a princípio, por sentirem que eram queridos por mulheres não ao alcance de qualquer um. Sentiam-se, secretamente, orgulhosos pela inveja que sentiam nos olhares dos outros machos mas não deixavam de experimentar, ao mesmo tempo, algum incómodo. Olhavam para as suas mulheres tentando descobrir a direcção dos seus olhares.

Deixaram-se apaixonar. Alguns deles casaram. Com o tempo, a insegurança aumentou, o ciúme instalou-se, a desconfiança reinou. Ao ponto de a relação ter estoirado. Com ou sem razão. Não aguentavam as incertezas. Talvez não tivessem confiança em si próprios. De serem melhores que todos os outros. Não sei.

Perante isto, por vezes interrogo-me (bem sei a resposta):

Será melhor amarmos e deixar sermos amados por uma mulher com tais atributos ou, pelo contrário, por uma mulher discreta, “normal” e que pouco desperte o apetite dos homens, transmitindo-nos uma tranquilidade (não) desejada?

Claro que tudo isto é válido para o inverso, ou seja, mulher relativamente ao homem…

Ah! E não me venham dizer que no meio é que está a virtude… smile_wink

sexta-feira, 9 de abril de 2010

É assim a Vida, quer queiram quer não…

A natureza humana é do mais complexo que pode existir. Se quando isolada, ou seja, uma pessoa por si só, é complexa, numa relação a dois mais se torna ainda. Não se pode esperar nunca que os pensamentos, desejos, fantasias, vontades, actos de cada um deles possam estar de acordo com que o outro(a) possa esperar. E mesmo que não se espere, possa ou não magoar, o que é uma questão completamente diferente.

Todos nós temos um passado e presente, para não falar em futuro. E o passado e presente faz-nos conviver com um sem número de pessoas no nosso dia-a-dia. Existem, no mundo, mais de oito mil milhões de seres humanos e seria impossível não nos sentirmos atraídos ocasionalmente por alguém. Mais ou menos frequentemente, mas acontece. Nos nossos círculos de conhecimentos, ficaram para trás, em regra, relacionamentos que ficaram mal ou bem resolvidos e mesmo estes últimos podem ter deixado alguma saudade que pode bater mais ou menos forte por esta ou aquela razão. O mesmo se passa relativamente ao presente: sentirmo-nos atraídos por alguém com quem nos possamos cruzar. Seja essa atracção mais ou menos duradoura, mais ou menos intensa. As consequências de tais sentimentos determinam uma maior ou menos estabilidade da nossa vida sentimental.

Todo este turbilhão de emoções e sentires com que nos deparamos diariamente – não estamos sozinhos no mundo – são como pesos num dos lados da balança de sentimentos que vivemos. Num dos lados, a novidade, a saudade, o desconhecido, o proibido. No outro lado, a relação estável que temos com a pessoa que amamos. Um equilíbrio posto à prova constantemente. Talvez dos equilíbrios mais difíceis de se alcançar.

Tudo isto é uma realidade a que a maior parte das pessoas – leia-se casais – tem uma maior dificuldade em aceitar e entender. O sentimento de posse é temível pelo receio que cada um tem de poder perder o ente amado. E aí o ciúme impera, o despeito reina, o orgulho fere. Muito também devido às circunstâncias em que se é confrontado com tais situações. Mesmo em casais que juram, um perante o outro, não haver lugar nunca a mentiras ou omissões, as coisas falham por vezes. Não por má fé mas sim por querer não ferir a outra parte, caso um deles se sinta atraído por um terceiro(a). Mesmo que momentaneamente. Coisa passageira ou não. Sexo ou não. Sem importância para o relacionamento fixo. Aqui tudo depende do casal. De ambos. Como gerem todo este tipo de situações.

Por mim aceito e entendo tudo isto. Desde que em boa fé. Nunca fui pessoa de me revoltar ou reagir mal se me confrontar com a perda de alguém que ame para uma terceira pessoa. Fico triste? Sim, claro. Uma mágoa de morrer. Mas não se pode ou deve acusar ninguém de se poder sentir atraído por uma terceira pessoa. Não comandamos o coração (ou o tesão), sob pena de nos castrarmos ou termos uma vida infeliz. E isso, nunca. Quando estamos na nossa intimidade, nos nossos pensamentos, tanta coisa que, mesmo sem querermos, nos invade. E se gostamos, continuamos. Porque é apenas de cada um e de mais ninguém. Os pensamentos, feliz ou infelizmente, não têm legendas. E talvez seja bom esgotar desejos e fantasias. Quando não são sólidas, passam rápido. Ou relativamente rápido. Para depois se esvaziarem.

Se vejo que uma relação apenas tem coisas boas, sempre do agrado de ambos, sem quaisquer choques, mentiras, omissões ou tristezas, desconfio. Porque é impossível cada uma das pessoas não sentir desejos por terceiros, uma vez por outra. E se tais situações são “existentes” na relação e portanto não partilhadas só pode ser por serem escondidas, um perante o outro. E isso não gosto, não quero. Sentir-me-ia como fazendo parte do universo dos casais tradicionais. Os que mentem, enganam, escondem. Em nome do “não ferir o outro”. Não, isso não quero. Nunca. Porque aí, a desconfiança instala-se e a relação degrada-se. O ciúme, aí sim, aparece e corrói. Destrói.

Sempre gostei de sexo. Muito. Em todas as suas vertentes. Sei que podemos e sentimos tesão por terceiros, embora possamos amar profundamente a pessoa da nossa vida. Mas isso é animal. Gozo apenas. Por vezes até nos faz amarmos ainda mais a pessoa dos nossos encantos. Complicado entender tal coisa? Sim, pode ser muito complicado mas é assim mesmo que as coisas são. Sem tentar encontrar explicações.

Quando sentimos que, ocasionalmente, a(o) nossa(o) parceira(o) tem a coragem de partilhar tudo, mas tudo, connosco, aí a confiança na relação é sólida e, podendo parecer um paradoxo, tudo é possível. Mesmo o concretizar de todas as fantasias…  Quando tal não acontece e tudo é aparentemente um mar de rosas, é sinal que algo vai mal e aí a desconfiança e suas consequências instalam-se…

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Sony Vaio? Não obrigado! E definitivamente!!!

 

E hoje, praticamente, termina a saga do Sony Vaio com um sentimento de revolta já esperado. Depois de ter comprado um portátil Asus – como disse num post anterior – por já adivinhar o que se iria passar com o meu Sony Vaio , resolvi ligar à Sony (assistência inexistente em Portugal) e informar-me sobre o procedimento a seguir para reparação do mesmo, quando em fora de garantia.

(vejam meus dois primeiros posts sobre as chatices com o  Vaio: PrimeiroSegundo)

A resposta foi como segue: Para virem levantar o portátil a casa e enviar para o centro de reparações, que fica na Alemanha, tenho que pagar €230. Uma vez o portátil já nesse mesmo centro, ser-me-ia dado orçamento. Caso não fosse do meu agrado, o portátil era-me devolvido e pagava € 160 pelo transporte e orçamento. O diferencial, €70, ser-me-ia devolvido posteriormente (resta saber quando e como). No caso de aceitar o orçamento, esses €70 seriam para complementar o custo restante da reparação (os €160 estavam sempre perdidos).

Perante os preços já baixos dos portáteis novos, claro que nem pensei em aceitar tais condições e de nada serviu reclamar contra o facto de o cliente não ser o culpado de não terem assistência em Portugal. Lembro-me ou sei que, pelo menos, a HP e Toshiba têm assistência em Portugal não se colocando assim questões deste tipo. Ah, e Mac tem também igualmente assistência – e boa – em Portugal.

Se já tinha certezas de que não voltaria nunca a comprar um Sony  Vaio, agora a estas certezas juntaram-se sentimentos de revolta. Curioso o facto de questões destas nunca serem colocadas às pessoas aquando da escolha da marca na aquisição de um novo computador.

Serviu-me bem de lição e aqui deixo esta minha experiência como uma alerta a todos vocês…