quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Orgasmos Simultâneos e Múltiplos

Hoje lia um post da Anani sobre orgasmos múltiplos e veio-me à memória algo que tinha lido há tempos, sobre o tema, num livro chamado "Satisfação Garantida", de Rachel Swift, Oficina do Livro. Podia resumir o que lá era dito mas preferi transcrever o texto pois nem é assim excessivamente longo.
Lembrei-me também de um outro tema bem interessante, Orgasmos simultâneos, e que não resisti também a incluir hoje e aqui, pela importância que - pelo menos para mim - tem.
Quanto às medidas e como se mede o tamanho de um pénis...ihiihihihih... já uma vez o fiz por ser curioso. Tantas vezes que ouvia falar de 15, 18, 20, etc cms, que lá o fui medir em toda a sua força; e o método usado - creio ser o normal - foi da base da barriga até ao upper edge, leia-se, extremo... bom, o valor que deu nem digo... aiiiii :))) Mas falar só em tamanho/comprimento, acho insuficiente... o diâmetro - vulgarmente chamado grossura - isso sim, é também importante e não é pouco; pode fazer toda a diferença, tanto o que sei... mas aí não medi mas, um dia, ainda o faço....:)))


E aqui vai...
Orgasmos simultâneos

Supõe-se que os orgasmos simultâneos sejam o maior simbolo do amor mútuo, a igualdade total. A última palavra pra uma relação perfeita. Por isso mesmo, são (um tanto aborrecidos) indispensáveis na literatura e adaptações para cinema das obras de D. H. Lawrence. Na verdade, os orgasmos simultâneos são muito valorizados. Imaginar duas pessoas sexualmente excitadas pode ser muito perturbador para a mulher. As circunstâncias para o orgasmo dela oscilam... e, três segundos antes dela, ele ejacula. Ele está feliz pois já resolveu o seu problema. Se ela é daquelas que gosta de o fazer em conjunto, seria bom que o homem esperasse. É muito mais fácil para o homem controlar o tempo e o momento certo do que para a mulher.
Diz Ela: "Ter um orgasmo ao mesmo tempo é bom quando acontece. Adoro sentir que vamos chegar ao climax juntos, como se fossemos um só corpo. Mas não é preciso ficar a pensar nisso. É um sofrimento se começar a desejar: «Estou quase a vir-me... É melhor esperar, ele ainda não está pronto. É melhor controlar.»
Resultado: parece que o sexo é uma corrida de obstáculos."
E se um dia qualquer isso acontecer será o máximo para si!
Ter o orgasmo separado é melhor por motivos óbvios. Deixe que ela se venha antes de si. Então, quando a sua vez chegar, pode ser que ela tenha muito prazer em assistir ao seu orgasmo dessa maneira incontrolável, gemendo e grunhindo tal como ela acabou de fazer. Os orgasmos simultâneos impedem essa sensação. Você está tão envolvida com as próprias emoções do seu corpo que se impede de partilhar o sentimento do parceiro. «O orgasmo simultâneo não é para mim», diz Luísa, de 33 anos. «Adoro ver um homem a contorcer-se.» Outra excelente razão para se chegar ao clímax em separado é que se o homem continua a entrar e sair enquanto a sua parceira se vem, ela pode ainda ter múltiplos orgasmos. O homem que continua a penetrar a mulher depois do seu orgasmo pode dar-lhe ainda mais prazer.

Orgasmos múltiplos

Siga o conselho: não se preocupe com isso. Se puder proporcionar um orgasmo, creia que já cumpriu o seu dever e provou que vale a pena. Os números extra têm mais a ver com ela do que com os seus poderes especiais. Pode ser muito aborrecido exigir-nos performances dignas de fogo de artifício.

Na verdade, os «múltiplos orgasmos» é um termo livremente usado para se referir a dois tipos de orgasmos. Um verdadeiro orgasmo múltiplo é uma habilidade exclusiva de poucas e afortunadas mulheres. Uma sucessão rápida e desgovernada de orgasmos com quase nenhuma pausa entre um e outro é, sem dúvida, qualquer coisa alegremente cansativa e um pouco assustadora na primeira vez que ocorre. Tem muito mais a ver com a formação psicológica da mulher do que com a qualidade do sexo. Os orgasmos que surgem em sequência são mais tranquilos. Nos orgasmos sequenciais há, entre um e outro, alguns segundos ou até mesmo uma hora de intervalo. Durante esse tempo a mulher passa da excitação ao estado oposto e daí novamente à excitação. É o que muitas mulheres sentem durante a masturbação.

Para aquelas que quiserem tentar o truque para os orgasmos múltiplos é não parar os movimentos depois do primeiro orgasmo. Diferente dos homens, a mulher não necessita de um período de repouso durante o qual tem de interromper a penetração para ter novo orgasmo. De modo que, se continuar a estimulação, outros orgasmos se seguirão com mais rapidez e maior fluxo (no caso de ela o desejar). Se esperar, levará mais tempo, pois ela terá de recuperar. É lógico que isto não é necessariamente uma coisa desagradável, tirando o facto da fricção poder ser dolorosa ou simplesmente aborrecida.

Com frequência, a mulher também deseja um pouco de descanso depois do primeiro orgasmo de modo que deve prestar atenção ao que ela diz e à maneira como se movimenta.

"A primeira vez que tentei fiquei muito cansada. Se da primeira vez queria qualquer coisa lenta com movimentos cuidadosos até ao orgasmo, da segunda, queria-o rápido e forte. Não é uma boa prática. Se o meu parceiro estiver excitado e disponível para outro orgasmo, não tenho nada contra. Nõa estamos a fazer apostas nas corridas mas antes a falar de prazer mútuo. Mais a mais, depois da primeira, já me dou por satisfeita."

Preste atenção à última frase. Nem todas as mulheres anseiam ter orgasmos múltiplos. A grande maioria estará feliz depois de um bom orgasmo.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

The Innocence Project

Hoje, eram 8h30 e ouvia as notícias na TSF sobre mais uma execução de um condenado à pena capital no estado do Texas, campeão nos USA de execuções, 400 para um total de 1092 em todos os USA, isto apenas a partir de 2002.
Lembrei-me então do post que tinha feito em Fevereiro passado, altura em que mantinha este meu blog apenas como "As minhas Reflexões", afastado de vocês todos. Por isso e por achar que é um tema - embora de certa forma incómodo e não muito apropriado para esta altura do ano em que se vive e respira alegria e sexo - que deve passar pelos nossos pensamentos, aqui o coloco hoje, com especial atenção para a importância do projecto de que falo.
Sempre fui contra a pena de morte, não pela sentença em si mas pelos erros judiciais que tantas vezes se cometem; um que fosse deveria ser suficiente para acabar com a existência de tal sentença. Verdade que falo assim pois nunca me tocou de perto uma situação em que, por vingança, reclamasse tal pena contra alguém que tivesse feito mal ou mesmo cometido homicídio na pessoa de um amigo ou familiar próximo. Mas também sinto - e falando por mim - que poderia ser bem mais duro enfrentar uma pena de prisão perpétua do que uma pena de morte, terrível na hora mas que, segundos depois, tudo acabou. Problema seria que, e como estamos já habituados, uma pena de prisão perpétua tantas vezes que é perdoada/comutada ao fim de um determinado número de anos por razões diversas, bom comportamente, por exemplo.
Não me admira muito que tais práticas podessem ser socialmente aceites no passado, em que a vida tinha um peso diferente do que tem nos nossos dias, principamente em países ditos civilizados.
Tais divagações vêm a propósito de um artigo que li na Time sobre um projecto iniciado nos EUA em 1989 - Innocence Project, em NY, que tem por objectivo rever penas, aplicadas pelos Tribunais, a supostos culpados tendo como ferramenta principal a utilização de DNA(ADN). Desde então, foram já ilibados quase 200 pessoas, das quais 14 se encontram no corredor da morte.Custa-me imenso entender que, num país como os USA, apesar desta realidade, a maior parte dos estados continue a aplicar a pena de morte, indiferentes a estes erros judiciais. Como se pode voltar atrás uma sentença de morte ??? e isto para não falar nos casos de "simples" prisões. No último caso - que originou o artigo da Time que referi - tratava-se de um homem que tinha estado preso durante 10 anos e em liberdade condicional mais 14, acusado de violação. O erro judicial tinha sido originado por uma confusão de nomes, ou seja, o verdadeiro culpado e a pessoa agora ilibada tinham nomes idênticos. Sei que é fácil emitir tais opiniões quando não se sentem na pele actos tão terríveis que nos possam toldar a razão e levar-nos a tomar atitudes que depois nos possamos arrepender ou mesmo questionar sobre sua justeza. Mesmo em menor escala, são situações que acontecem "todos os dias", sempre que fazemos os tais nossos julgamentos sumários, por "dá cá aquela palha"...Tudo isto faz-me ser um amante da série de televisão que creio que todos conhecem, CSI, que pode ter muito de ficção mas que, por certo, terá igualmente muito de verdade...

sábado, 18 de agosto de 2007

Sexo Inteligente...

Quem não se lembra ou mesmo vê ainda o Sexo e a Cidade? A Samantha, representada por Kim Cattral, descomplexada, forte, independente e sexualmente muito activa, a primeira a contar da esquerda da foto acima.
Pois esta menina resolveu, em 2002 (a série acabou em 2004), escrever um livro que tem como objectivo desmistificar o desejo humano, apresentando o percurso histórico das pulsões sexuais.
Só agora foi editado em Portugal sob o nome "Satisfação - A Arte do Orgasmo Feminino" (que tradução mais estranha mas enfim!), e "Sexual Intelligence" no seu original.

Ok, até que pode ser considerado mais um livro de sexo entre muitos outros mas, neste caso, algo de especial me fez chamar a atenção: os 51 anos que vai fazer na semana que vem, o seu aspecto fabuloso, o que vai sendo cada vez mais normal, e a forma de estar perante tal tema numa idade até há pouco tempo atrás considerada como "tendo arrumado as botas".
Até agora, os quarentas têm sido sinónimo da idade de ouro em termos de sexo e não só; a condição humana tem vindo, como todos sabemos, a desenvolver a sua longevidade para limites impensáveis há umas décadas atrás ao ponto de hoje serem tantas as vezes que "olhamos para trás" ao nos cruzarmos com mulheres/homens nos quarentas e, mais ultimamente, cinquentas. São idades em que estão presentes as características que disse acima, na personagem da Samantha: descomplexada, forte, independente e sexualmente muito activa. São idades em que a componente mental adquire um peso fortíssimo e em que tudo é permitido; as fantasias guardadas ao longo de anos, desejos escondidos e/ou reprimidos, tudo vem ao de cima com uma naturalidade espantosa. A componente física obviamente que é importante mas, quando acompanhada da mental, adquire uma expressão nunca antes sentida.
Quase que diria que são os baby boomers da net que agora começam a chegar a estas idades e, por terem vivido um percurso bem activo e delicioso até agora, se recusam a abdicar de tais sensações...
E aqui, mais uma vez, temos a excepção que confirma a regra: os homens mais novos, por alguma razão, preferem e sempre fantasiaram sexo com mulheres mais velhas (e eu que o diga...), ou seja, nem sempre o facto de se ser jovem implica falta de sabedoria...
Eles lá sabem porquê...:)

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Esperando pelo carro...

Finalmente, hoje, fiz algo que vinha a adiar há já algum tempo: carro na revisão ! Coisa sempre chata, principalmente por, no meu caso, a oficina ficar um bocado afastada dos meios tradicionais de transportes; claro que um táxi resolveria a situação mas, neste mês de Agosto, em que o ritmo é outro e o tempo mais elástico, convidativo a mornas, optei por esperar na oficina pela conclusão dos trabalhos.
Pensei ontem... até que poderá ser engraçado, passar umas horas num cantinho que lá tem, bem acolhedor e discreto, longe dos barulhos da oficina e com uma preciosa tomada sorrindo-me como que me dizendo: "vá lá, liga-me ao teu portátil e partilha comigo os segredos que te vão nessa cabecinha, principalmente quando voas pelos caminhos perdidos da net". Que atrevida esta tomada!!!, pensei eu, mas depois de reflectir um pouco, até que cheguei à conclusão que a ideia nem era assim tão má e aqui estou no tal cantinho, com o portátil ligado à curiosa da tomada.

Cheguei aqui à oficina pelas 8h30 e um bom tempo se passou já sem que tenha quase dado por isso. Estou numa mesa com um livro, jornais (Sol e DN), a Time e portátil, sorrindo para o monitor à medida que vou falando com vocês e constato como pode ser engraçado algo que, à partida, seria terrivelmente chato: passar horas no oficina esperando que o carro fique pronto!
Lembrei-me do Alexandre e do seu post Gosto muito de ir a Repartições Públicas de 20 de Julho passado; como era uma estopada ter que passar horas, por vezes,esperando para ser atendido. Aí, pensei... como tudo na vida, podemos encontrar soluções para ultrapassar as suas partes mais chatas...
E lá dei uma volta pelo livro que trouxe, li uns contos dos quais retive este:

O papagaio
Um homem possuia um papagaio que se recusava a falar. O homem dava-lhe açúcar e todas as guloseimas de que os papagaios gostam. A ave empanturrava-se mas recusava obstinadamente a abrir o bico.
Um dia deu-se um incêndio na casa, um incêndio terrível que destruía tudo. O pássaro, preso no seu poleiro, pôs-se a gritar, louco de aflição:
- Socorro! Socorro! Vou arder!
- Agora é que te lembras de mim? - replicou o homem - Agora é que me chamas? Pois bem, arde!
E tive que me sorrir, claro! :)
Passei pelos jornais depois...
Maddie, últimas noticias
Tudo se inverte, suspeitos, possíveis acontecimentos, inesperados, fazendo-me lembrar, tristemente, de macabras, misteriosas mas apaixonantes histórias do CSI. O mundo está suspenso pelas análises ao sangue que poderão esclarecer muita coisa.
Resultado: Ponho-me a pensar: o que hoje é verdade, amanhã bem que poderá ser mentira.
Quatro galáxias em colisão...
Foram descobertas quatro galáxias em colisão a uma distância de cinco mil milhões de anos-luz do nosso planeta! Três delas têm dimensões aproximadas às da Via Láctea (a galáxia na qual "mora" o nosso sistema solar), enquanto que a quarta tem dimensões gigantescas, três vezes maior que as outras que consigo colidem. Dão, como exemplo, o resultado de um choque entre quatro camiões cheios de areia, espalhando a carga ao seu redor.
O processo de colisão é muito lento, devendo juntar as estrelas destas quatro galáxias numa só dentro de 100 milhões de anos. Fala-se em milhares de milhões de estrelas. Nada de especial se pensarmos que o Big Bang, quando tudo isto começou, foi há 15 mil milhões de anos.
Resultado: Ponho-me a pensar no site que vi ontem - Worldclock - e o tão pequeninos que somos... nem um grão de areia sequer... e como são desnecessárias as sobrevalorizações que vamos tantas vezes dando às chatices dos nossos dia-a-dia...
Sacudo a cabeça, desço à Terra e penitencio-me por, imperdoavelmente, nunca ter lido nada, até hoje, do Miguel Torga, numa data em que se assinala o centenário do seu nascimento. Não me sinto só nesta falta, em parte, pois o Governo não se fez representar nesta cerimónia, quem sabe, ocupados a pensar no que deverão fazer quanto à localização do aeroporto, fecho de centros de saúde, maternidades, processos disciplinares. Até o Cavaco, que não foi convidado, fez chegar uma missiva...
Resultado: O meu próximo livro a ler será, sem dúvida, Miguel Torga.

Vejo que o Governo passou a reconhecer a importância dos blogues e inclui actualmente, como leitura obrigatória e nos vários ministérios, a blogosfera, sendo passada a "pente fino".
Resultado: Temos que tomar cuidadinho com o que escrevemos, sob pena de termos complicações...:)

Um pouco mais à frente e assusto-me com a esperada guerra pela hegemonia mundial entre a China e os USA. Como não poderá ser pela via militar, será, por certo, pela via económica e aí, a China poderá usar os 900 mil milhões de dólares em obrigações do Tesouro dos Estados Unidos que tem vindo a adquirir ao longo do tempo. Se a China resolver vender uma boa parte e assim inundar o mercado com dólares, a moeda americana desvaloriza-se fortemente e respectiva economia vem por aí abaixo,ficando eu tramado pois os investimentos que tenho actualmente no mercado mobilário são todos em dólares, o que quer dizer que, ao transpor para euros, perco e bem.
Resultado: Vender tudo o que tenho em dólares, a médio e longo prazo, e já !
Guardo um pequeno livro de bolso que vinha incluído no DN, Dostoievski, O Pequenho Herói: a história de uma criança na qual a súbita adolescência acorda as dolorosas e cândidas contradições de Eros: um retrato de uma infância sensível e silenciosa, mas também da descoberta do amor e do despertar dos sentidos.
Um livro, infinitamente mais pequeno que os Irmãos Karamazov, que vou ler mas só depois do Miguel Torga (aiiii que vergonha!!!)
Pego agora na Time, onde esta semana tem, como tema de fundo, o aniversário dos 60 anos de independência da India sobre os ingleses. Mais de um milhão de habitantes numa economia crescente, democracia em consolidação, contrastes escandalosos entre ricos e pobres, choques constantes entre religiões, hindu e islão.
Resultado: Mais uma complicação para os vizinhos, a China, no jogo pela luta do poder pelo Mundo, penso eu. Bom, já cá não estarei para ver... a vida é dinâmica, nada pára...etc, etc, etc... e assim tento consolar-me embora sem esquecer as pessoas que me são queridas que então deixarei neste mundo... That's life... volto a pensar...

E mudo para temas bem mais "agradáveis"... pego no portátil, ligo-me à net e dou umas voltas; depois das obrigatórias, vou às outras também "obrigatórias"... os meus queridos amigos... blogs... hummmm... e finalmente, o meu olhar brilha, as núvens negras vão-se, deixo o calor lá fora entrar juntamente com o calor que aqui, net, se sente, principalmente em alguns casos... vejo-me na praia dos sexbloggers, dando uma piscadela de olhar ao B para depois, durante onze curtos segundos, trocar um elegante beijo com a excitações, transpirando de tesão...Vejo-a a afastar-se, uma nova troca de olhares com B, numa cumplicidade sentida, o que me faz voar ao ponto de perder o controlo sobre um monte de cd's que tinha nas mãos e que faziam parte da minha selecção para essa noite como DJ; bem que voaram também, todos eles, para o chão, acompanhando a minha então imaginação já à velocidade da luz...
Recomponho-me agora e recordo a Marrie, seus segredos de um casamento e seu excitante jogo da verdade em curso... uma verdadeira fonte de inspiração para muitos casais, penso...
Visualizo a Laura e seu sax, e aí, transformo-me, subitamente, no rocket man... com ou sem partículas soltas de protecção contra o calor quando do retorno à terra, com ou sem ajuda da NASA, levanto vôo vertiginosamente...
Entretanto, sinto um pop-up na minha cabecinha impossível de se bloquear e aparece-me o que, para mim, chamei de triunvirato: Anani, Memória Assombrada, Rubro, que têm também o poder de saberem transformar o Inverno em pleno Verão... textos e fotos... passam, em desfile, à minha frente, numa holografia perfeita... transpiro...
Deixo-me ir, olho em redor, vou em direcção às outras visões na praia dos sexbloggers, contentinho da vida, quando, de repente, ouço uma voz que me é dirigida, dizendo: "desculpe, é para lhe dizer que o seu carro está pronto".
Sabem o que pensei e senti ? Lembram-se daquelas legendas que os livrinhos de desenhos animados têm quando estão furiosos ? #$&>#?»;(/%@ Pois foi isso mesmo!!!!!! grrrrrrrrrrrrr
E assim, terminou uma bela espera pelo carro... tempo perdido ? não foi não, pelo contrário !
E agora, assim me vim, e assim me vou....
Beijinhos a todos e até...:)))
Notinha: Ah! e os cd's... com toda esta perdição, nem os cheguei a apanhar...
Notinha de Notinha: Aiiiiii este calor...!!!!

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Adrenalina pura! Claude Lelouch a 200 km/h nas ruas de Paris!

A história conta-se facilmente! Numa manhã de Agosto de 1978, Claude Lelouch – quem não se lembra de “Les uns et les autres” e do fabuloso filme, de riso perigosamente incontrolável, “Aventura é Aventura” – instala na frente do seu Mercedes 450SEL, motor de 6,9 litros, uma "gyro-stabilized" câmara e filma 9 vertiginosos minutos de corrida nas ruas de Paris, a que chamou «C'était un rendez-vous».

O ponto de partida foi a Porte Dauphine, passando por Arco do Triunfo, Campos Elísios, Louvre, Ópera… terminando em Monmartre, no Sacré Coeur.As ruas não foram encerradas ao trânsito pois esta corrida louca foi feita à revelia das autoridades, claro! Passaram 18 semáforos vermelhos e em 3 dos cruzamentos, Claude Lelouch tinha pessoas amigas controlando o trânsito.
A velocidade atingida chegou ao 200 km/h !



a) O filme não contém truques de câmara, nem passou por um processo de montagem;

b) O carro foi conduzido por um piloto de Fórmula 1, cuja identidade Lelouch sempre se recusou a divulgar;

c) Aquando da primeira exibição do filme, Lelouch foi detido pela Polícia, mas libertado mais tarde sem que o houvessem acusado.
Podem seguir o itinierário seguido simultaneamente com o video por aqui embora, para o fazer, terão que ter alguma atenção para se obter uma boa sincronização.
E aqui está a curta metragem...segurem-se bem!!!! ufffffffffffffffff


Tenho um feeling que se inspirou na célebre cena da perseguição de carros do Bullit, com o Steve McQueen ao volante do seu Mustang, filme inesquecível realizado em 1968.

Vale a pena recordar esta cena linda !!!

domingo, 5 de agosto de 2007

Culinárias e Recordações...

E que dia melhor que um domingo como este para dar largas ao prazer da comidinha? E aí, fui para a cozinha fazer umas coisitas, ainda indeciso entre um congelado ou algo a cozinhar na hora... pela falta de paciência, optei por ir ao congelador... fiquei com pena porque me estava a apetecer um bacalhau à braz - juntava ovos e já está! - mas não tinha esse congelado; enfim, acabei por escolher outra coisa qualquer que, por não ser nada de especial, nem merece aqui referência.
Enquanto pensava nisto e o bacalhau à braz não me saia da cabeça, recordava a minha empregada de sempre, interna, e que foi para casa dos meus pais quando eu tinha 3 anos e que ainda lá está! As comidinhas que ela fazia e faz ainda... uiiiii... ainda hoje, frequentemente, vou comendo aquelas delícias feitas por ela que para mim são tão boas e que me fazem lembrar tanta coisa... aposto que todos vocês têm experimentado saudades iguais e comentado, ocasionalmente, com amigos "aiiiii as comidinhas que a minha mãe/empregada fazia... tanto que agora me apetecia... buááááá" :)))

Um pequeno exemplo disto e falando no bacalhau à braz: dizia-me a minha empregada que a maior parte das pessoas não faz bacalhau à braz mas sim bacalhau com ovos! e isto porquê ? porque os ovos devem ser batidos em separado, as gemas das claras, por forma a que as claras, batidas à parte, fiquem em castelo e assim bem leves e bastante mais fáceis de serem misturadas depois com o bacalhau, batatas fritas, cebola, pimenta e gemas. Se os ovos forem batidos ao mesmo tempo - gemas e claras - a mistura com o bacalhau não fica tão bem feita e os ovos não se "dissolvem" assim no bacalhau e afins. Claro que aprendi a minha lição e é assim que faço tal manjar...

Aprendi também - e não com a empregada - a fazer ovinhos estrelados que nem um príncipe (modéstia à parte, claro): ao pôr o ovo na frigideira, parto-o ao meio e deixo cair a clara em primeiro lugar, fritar um bocadinho para só depois deixar cair a gema em cima. O que se ganha com isto? é que assim temos um ovo estrelado sem aquela coisa horrorosa em cima que se tem que tirar depois, a parte branca transparente, tipo ranhoca...grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr. Para que isto não aconteça, há quem ponha manteiga ou margarina ou azeite por cima do ovo e assim evita que isso aconteça, ficando o ovo todo branco. Mas como estou a dizer, assim, como faço, fica um ovinho lindooooooooo, vermelhinho por cima :) Pena não ter feito agora um pois tirava a foto e veriam ! E bacalhau no forno, com postas aos quadrados, mergulhados em azeite, montes dele, um pouco cebola, pouco, colorau para lhe dar a cor ? E franginho no forno também, tipo frango na púcara ? hummmmmmmmmm...

Bom, mas voltando a estas recordações dos cozinhados da minha infância... tenho andado chateado (e é essa mesmo a expressão) porque os anos passam e as receitas do nosso coração vão-se, perdem-se... e não gostaria nada que isso acontecesse. Já aprendi algumas coisitas que já faço e bem mas claro que não é de forma alguma suficiente. Aliás, a minha empregada sempre me disse que para cozinhar bem, tem regras básicas que se aplicam a tudo - por exemplo, como fazer um belo refogado - e depois é só entrar com as variações...

Então, resolvi que não posso deixar o tempo continuar a passar e tenho mesmo que fazer alguma coisa... vou aprender com ela, sim, alguns dos tais pratos, truques, só que antes tenho que aprender regras básicas da culinária. Assim sendo, resolvi pesquisar como o poderia fazer e "descobri" que a Vaqueiro, entre outras empresas, faz cursos para homens e não só, e por terem um site bem explicadeiro, aí fui eu à procura de cursos, minis, de um dia cada tema. Para começar, escolhi dois, o ABCozinha e um outro de Bifes, ambos em Setembro.

Se houver por aí homens que queiram vir comigo - Vaqueiro, em Lisboa, perto das Amoreiras - serão bem vindos... bem lindo a solidariedade masculina culinária !!!! ihihihiihih para depois podermos mostrar os nossos dotes aos amigos e amigas e não só, claro !!! :)

Por último, vou-vos falar sobre mais um dos pratos que aprendi e que faziam e fazem parte das minhas recordações... favas guizadas com açúcar, à moda açoreana. Faço-o bastantes vezes. Então é assim (para quem gosta de favas, claro):Melhor seria utilizar favas não congeladas mas o problema é que só se encontram frescas por Maio, mais ou menos. Fora disso, terão que ser congeladas, em pacotas de 400 ou então de 900 grs, creio. A experiência mostra que as congeladas ficam um bocadinho mais duras mas comem-se bem. Pacotinho de 400 grs dá para duas refeições e 900 para quatro, mais ou menos, dependendo da fome, claro.


Então... numa panela, pomos um fio generoso de azeite, sal e uns 4 dentes de alho ,mais ou menos (mais, se a gosto), cortados ou esmagados. Deixamos alourar e juntamos depois as favas do pacote para, logo a seguir, juntar água previamente aquecida até que as favas fiquem a nadar. Tapamos o tacho e deixamos em lume brando durante mais ou menos - tempo completo - uma hora ou à volta disso. Depois, há que ir vendo como vai a evaporação da água e compensar, juntando mais, sempre previamente aquecida, claro, para não esfriar e assim as favas poderem endurecer.

É sempre melhor deixar o tacho tapado pois, embora exista evaporação da água, ficam sempre partículas das favas que voltam para o tacho e assim, dará origem ao molhinho que fica no fim.

Cêrca de uns quinze minutos antes de as favas estarem boas, guizadas já - e atenção agora! - juntamos umas 4 colheres de sopa de açúcar para tirar o ácido das favas e dar um gostinho adocicado porque entretanto não juntámos mais nada; nem chouriço, nem entrecosto, nadinha, o que, quando acontece, dá um efeito semelhante, ou seja, tira o ácido das favas. E porque os 15 minutos antes o açúcar e não mais nem menos? porque se for antes, o gosto do açúcar desaparece, se fôr menos, não dá tempo para dar o gosto adocicado.

Ah! entretanto e nessa parte final, deixamos de juntar água de compensação, deixando as favas de ficarem a nadar para dar lugar a um molhinho bem denso.

Claro que este equilíbrio - junta água, pára de juntar água, molho denso, panela tapada ou destapada - para ficar na perfeição, só se vai ganhando com a experiência.

Comemos depois o pratinho, juntando um bocado de azeite e vinagre, mais ou menos, conforme o gosto.

E já está ! :)))
Notinha: E não falei eu aqui das receitas das minhas Avós...

...e fico à espera de voluntários para os dois cursos de culinária... será que existem? ihihihiihihih

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Death Proof...Tarantino...


Que grande filme que fui ver !!! isto para os amantes do Tarantino, como é o meu caso, sempre com películas desconcertantes e este não foi excepção.
Lembram-se de alguns dos filmes mais conhecidos dele, Reservoir Dogs (1992), Pulp Fiction (1994), Kill Bill I & II (2004), Sin City (2006), para não falar em muitos mais mas cuja obra pode ser vista neste
arquivo.
Neste caso, Death Proof (À prova de Morte), tudo é desconcertante, minuto a minuto, culminando com um final esperadamente inesperado.
O filme pertence a um projecto inspirado num tipo de filmes muito popular nos anos 60 e 70, nos Estados Unidos, cinema de série B, e de um subgénero em particular, os exploitation movies, filmes de baixo orçamento com temas de sexo e violência, em sessões duplas nas salas conhecidas por grindhouse theaters; por esta razão, o projecto inicial chamava-se Grindhouse e foi composto por dois filmes mas que, na Europa, são exibidos separadamente: o primeiro é este de que falo - Death Proof, do Tarantino - e o segundo, Planet Terror, do Rodriguez, um filme de terror bem pesado que brevemente passará em Portugal.

Para tornar o filme mais real como sendo dos anos 60/70, nem faltam os riscos que se viam nos filmes antigos e alguns cortes na película!
Uma interpretação linda do Kurt Russel, já com uns aninhos em cima mas em grande forma, uma lap dance que só vista e cenas violentas de carros e uma em especial, a que aqui coloco, de arrepiar, fizeram-me sorrir no fim do filme, um pouco ainda em choque e pensando, para mim "pois...um filme destes só podia ser Tarantino!".


Claro que a crítica se divide quanto a este projecto, como já imaginamos, mas eu gostei e muito! Fui ver ao Corte Inglês, Lisboa, mas já saiu de exibição; no entanto, ainda se pode ver nos cinemas Lusomundo, tipo Vasco da Gama, Colombo, Almada, etc

sábado, 28 de julho de 2007

Povo falando de sexo...

Será que tais entrevistas seriam possíveis em Portugal, com todo este à vontade e boa disposição? Tanto pelo lado das televisões como do povo...Não acredito não!
Só mesmo no Brasil !!! :)

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Amizades herdadas e escolhidas


Às vezes dou comigo a pensar como é curiosa e engraçada a forma como os nossos conhecimentos, relações, whatever, têm evoluído, no seu todo, desde que existe a net, incluindo os blogs.

Quando me questiono se as relações iniciadas pela net (e para facilitar vou-lhes chamar netianas para não chamar virtuais, palavra de que não gosto nada e nem acho que corresponda à realidade) serão, em regra, mais fortes que as iniciadas no real, acabo por concluir pela positiva. E porquê? Bom, a) Afinidades b) Cumplicidades c) Inversão dos critérios de selecção d) Nosso mundo actual

A) Afinidades
Claro que, no real (assim lhes vou chamar os conhecimentos travados na vida do dia-a-dia, lá fora, ditos reais e não second life) vamo-nos ligando uns aos outros pelas primeiras impressões, sem então conhecermos as afinidades de cada um e que vão sendo expostas gradualmente ou mesmo não de todo; por outro lado, não é todos os dias que se conhecem pessoas novas pelo que o ritmo de descobertas é bastante mais lento do que no mundo netiano; por aqui, a "oferta" é descomprometida, quase infinita e descomplexada, uma vez que estamos cobertos pelo anonimato. Expormos os nossos gostos, desejos e tudo o mais torna-se muito fácil 
- comportamento gera comportamento - não criando assim barreiras  que, no real, acabamos por levantar. E porquê? Porque se concluirmos mais tarde que, afinal, a pessoa com quem falamos não era quem esperávamos ou pensávamos, é muito fácil de resolver com um delete, um ignore e fim de "relação".
Passada esta fase, então, aí já se sentirá algo de muito forte mas ainda estaremos apenas na partilha da mente e nada mais. Verdade que a nossa imaginação tende a voar e projectar imagens da pessoa com quem falamos de acordo com os nossos gostos mas isso será outra fase...
B) Cumplicidade
Aqui, e já passada a fase das afinidades descobertas, partilham-se segredos, intimidades mais ou menos ousadas, sente-se uma presença constante, independentemente das horas ou dos dias, que reconforta principalmente naqueles momentos em que estamos down and out. Além disso, falamos apenas quando assim o queremos, sem pressões e numa liberdade total.
Como será possível não sentir uma cumplicidade crescente com tanta coisa boa sem, em regra, ter paralelo no real?
C) Inversão dos critérios de selecção
No real, olhamos para alguém desconhecido e, prioritariamente, fazemos o nosso julgamento em função do físico, do aspecto; caso nos desperte a atenção, avançamos para a descoberta do que está por detrás do aspecto; se gostarmos, continuamos, caso contrário, acabou-se.
No caso da net, a situação é bem diferente e de ordem inversa: existem já uma afinidade e cumplicidades comprovadas, que são ligações bastante mais fortes do que as originadas pelo simples aspecto; e, mesmo este, caso não corresponda em pleno à imagem que havíamos construído, pode passar a sê-lo, aos nossos olhos, suportado e impulsionado pelas tais afinidades e cumplicidades que anteriormente foram criadas.
D) Nosso mundo actual
Pelo que disse nos pontos acima, é natural que, com o tempo, podemos vir a assistir a uma evolução curiosa em termos da origem do número de amizades que temos vindo a criar ao longo dos últimos tempos.
Assim como se diz que a família não se escolhe, herda-se, também o mesmo se passa com as amizades; temos as amizades herdadas, dos tempos do liceu, da faculdade, de há anos atrás, e temos também as escolhidas, as actuais. E como se diferenciam? Bem... as herdadas vêm de uma época em que as personalidades não estão ainda bem definidas e que, com o tempo, se vão modificando e seguindo caminhos diferentes; fica sempre alguma ternura, claro, em nome dos velhos e bons tempos. Mas os nossos "Eu" de hoje, esses, os que seguiram os seus caminhos, passam a procurar, naturalmente, almas idênticas com quem nos possamos sentir completamente à vontade e identificar para partilhar tudo o que nos vai nas nossas profundezas - sem qualquer vergonha ou receio e porventura idênticas - como afinidades e/ou intimidades.
Se olharmos ao nosso redor, hoje, agora, e pensarmos no nosso círculo actual de amizades, constituído por:
a) pessoas que conhecemos, no real, sem ter tido origem na net,
b1) pessoas que conhecemos, no real, mas com origem na net,
b2) pessoas que conhecemos na net e sem passar ao real,
qual será a relação/peso entre o número de pessoas que conhecemos com origem na net, tenham ou não passado ao real, (b1+b2), comparativamente com os outros, sem origem na net (a)?
Provavelmente, podemos ficar admirados...:)

quinta-feira, 19 de julho de 2007

A gaiola...

Era uma vez um pássaro. Adornado com um par de asas perfeitas e plumas reluzentes, coloridas e maravilhosas. Enfim, um animal feito para voar livre e solto no céu e alegrar quem o observasse.
Um dia, uma mulher viu o pássaro e apaixonou-se por ele. Ficou a olhar o seu voo com a boca aberta de espanto, o coração batendo mais rapidamente, os olhos brilhando de emoção. Convidou-o para voar com ela e os dois viajaram pelo céu em completa harmonia. Ela admirava, venerava, celebrava o pássaro.
Mas então pensou: talvez ele queira conhecer algumas montanhas distantes! E a mulher sentiu medo. Medo de nunca mais sentir aquilo com outro pássaro. E sentiu inveja, inveja da capacidade de voar do pássaro.
E sentiu-se sózinha.
E pensou: «Vou montar uma armadilha. Da próxima vez que o pássaro surgir, ele não partirá mais».O pássaro, que também estava apaixonado, voltou no dia seguinte, caiu na armadilha e foi preso na gaiola.
Todos os dias ela olhava o pássaro. Ali estava o objecto da sua paixão e ela mostrava-o às suas amigas que comentavam: «Mas tu és uma pessoa que tem tudo». Entretanto, uma estranha transformação começou a processar-se: como tinha o pássaro e já não precisava do o conquistar, foi perdendo o interesse. O pássaro, sem poder voar e exprimir o sentido da sua vida, foi definhando, perdendo o brilho, ficou feio e a mulher já não lhe prestava atenção, apenas prestava atenção à maneira como o alimentava e como cuidava da gaiola.
Um belo dia, o pássaro morreu. Ela ficou profundamente triste, e passava a vida a pensar nele. Mas não se lembrava da gaiola, recordava apenas o dia em que o vira pela primeira vez, voando contente entre as nuvens.
Se ela se observasse a si mesma, descobririra que aquilo que a emocionava tanto no pássaro era a sua liberdade, a energia das asas em movimento, não o seu corpo físico.
Sem o pássaro, a sua vida também perdeu o sentido e a morte veio bater à sua porta. «Porque vieste?», perguntou à morte.
«Para que possas voar de novo com ele nos céus», respondeu a morte. «Se o tivesses deixado partir e voltar sempre, amá-lo-ias e admirá-lo-ias ainda mais; porém, agora precisas de mim para poderes encontrá-lo de novo».
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Pequena explicação
Este conto, que acho fabuloso, tirei-o de um livro - Onze Minutos - de Paulo Coelho, escritor que leio com agrado pelo tanto que tem de espiritual. Sei que não é do agrado de muitas pessoas e eu próprio tive alguma relutância em comprar fosse o que fosse dele pois via os seus livros à venda nas bombas de gasolina, o que, para mim, era um cartão de visita muito negativo. No entanto, arrisquei e gostei.
Quanto ao título, é engraçado; diz ele que, uma relação sexual, quando começa a acelerar até ao orgasmo, tem uma duração média de onze minutos...:)
No que diz respeito a esta história que aqui vos deixo, será de consenso geral que dispensa qualquer explicação...talvez seja um dos temas que nos seja mais complicados de gerir...

terça-feira, 17 de julho de 2007

Perdoai-me, Senhor, porque pequei...

O desejo não é cego mas cega.


Assim conta Lie Tsé:
Um homem que vivia tendo o ouro por única paixão, uma manhã vestiu-se, penteou-se e correu para o mercado. Foi junto da banca de um cambista de ouro, apoderou-se bruscamente do ouro que lá se encontrava e fugiu.Apanharam-no, perguntaram-lhe:

- Como foste capaz de te apoderar deste ouro em público?

- Em público? - disse o homem - Quando me apoderei deste ouro não via ninguém. Só via o ouro...

sábado, 14 de julho de 2007

Felicidade...um equilíbrio instável...

Um poderoso feiticeiro, querendo destruir um reino, deitou uma poção mágica no poço onde todos os seus habitantantes bebiam. Quem bebesse daquela água ficaria louco.
Na manhã seguinte, a população inteira bebeu, e todos enlouqueceram menos o rei, que tinha um poço só para si e para a sua família, onde o feiticeiro não conseguia entrar. Preocupado, ele tentou controlar a população com uma série de medidas de segurança e saúde pública; mas os polícias e inspectores tinham bebido a água envenenada e acharam um absurdo as decisões do rei, resolvendo não as respeitar de modo nenhum.
Quando os habitantes daquele reino tiveram conhecimento dos decretos, ficaram convencidos de que o soberano enlouquecera e agora escrevia coisas sem sentido. Aos gritos, foram até ao castelo e exigiram que renunciasse.
Desesperado, o rei prontificou-se a deixar o trono mas a rainha impediu-o, dizendo: «Vamos agora até à fonte e beberemos também. Assim, ficamos iguais a eles».
E assim foi feito: o rei e a rainha beberam a água da loucura e começaram a dizer coisas sem sentido. Na mesma hora, os seus súbitos arrependeram-se: agora que o rei mostrava tanta sabedoria, porque não deixá-lo a governar o país?
E assim o país continuou em paz, embora os seus habitantes se comportassem de maneira muito diferente da dos seus vizinhos. E o rei pôde governar até ao final dos seus dias.
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Há quem opte apenas por viver um vida, bebendo a água do nosso poço, mas com que custos... há quem tome igual opção, viver uma vida, mas com água do outro poço... e há, como grande parte de nós, que andamos por aqui, quem se veja forçado a criar e viver duas vidas num equilíbrio tantas vezes instável na tentativa de encontrar a felicidade... ser o que somos e não o que querem fazer de nós...

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Deixa-os falar...

Não muito longe da casa do mestre Hakuin, considerado pela sua sabedoria, vivia com os seus pais uma bela rapariga ainda jovem e um dia descobriram, incomodados, que ela esperava um filho. De início, claro, recusou dizer quem era o pai mas, muito fustigada, acabou por dizer que era o mestre Hakuin.
Os pais, estupefactos e furiosos, apressaram-se então para lhe dar a boa notícia.
- Ah, sim? - disse Hakuin simplesmente.
De súbito, a sua reputação ficou arruinada e os seus discípulos abandonaram-no.Quando o filho nasceu, levou-o e empenhou-se para que o recém-nascido tivesse tudo o que precisava. Alguns meses mais tarde, a jovem mãe não pôde continuar a esconder a sua mentira e confessou que o verdadeiro pai era o filho dos comerciantes que viviam ao lado da sua casa. Os pais voltaram a casa de Hekuin para lhe darem a notícia e pedirem desculpa.
-Ah, sim! - disse ele simplesmente.
(Budismo Zen)

domingo, 8 de julho de 2007

Teclando sem rumo num domingo à tarde...

Mas que coisa esta ! Um tempo tão bom, solinho quente e um vento que não pára!!! grrrrrrrrrrr... este tempo anda mesmo maluco!!!! Saí de casa cedinho hoje mas acabei por voltar, farto do vento e também por ter dormido muito pouco ontem. Hoje fico na mornice, vendo uns filmitos, lendo um pouco e escrevendo aqui umas coisitas ao, tinha que ser, ao sabor do vento, claro !!!!! :)

1. As cores da tragédia
Lembrei-me assim, não só pelos concertos do Live Earth mas também de uma foto que vi numa revista, há dias, com um comentário que até assusta, a propósito do tempo:

"As fachadas coloridas das casas pré-fabricadas da cidadezinha de Ilulissat dão uma nota de alegria à paisagem da Gronelância, outrora triste e agora prenunciadora de um drama planetário: devido ao aquecimento global, a maior ilha do mundo, reservatório de um décimo da água potável do planeta, está a perder mais gelo num ano do que o existente em toda a cordilheira dos Alpes!"


Bem, e agora digo eu, tão incrível como isto - e não entendo mesmo - são as reservas de petróleo no planeta, ao consumo actual, darem para 40 anos, e tenho dúvidas que não seja menos; mas, como será possível, em tão pouco espaço de tempo, serem capazes de resolver tudo o que diga respeito a energias alternativas, inclusivé carros, aviões, etc, etc, coisas que demoram anos e anos - e que até agora dizem não terem sido capazes - e também que parecem continuar a não ligar nada mesmo!!!!!
Não entendo mesmo... enfim...:(

2. Amor
E as coisas que se podem fazer por Amor...? Aiiiiiiiiiiiiiii... Já o Olbinski o sabia...



3. Que horas são ???




4. Fantasia
O melhor de uma fantasia é quando pensamos que ela se pode realizar. Deixa de ter graça quando essa possibilidade acaba...


5. No turning back...
A mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho original...
by Albert Einstein

6. Ver para crer como S. Tomé
Para os mais desconfiados... como tudo começou: S.Tomé (St. Thomas) colocando os dedos nas chagas de Cristo, incrédulo que estava quanto à possibilidade de Jesus ter ressuscitado.

Caravaggio tem pinturas lindas com temas bíblicos tão diversos...


7. Andy Warhol
E esta do James Dean ? ufffffff Lindo!!!
Ah! Sabem que, numa "célebre" festa, ele e o Jim Morrison conheceram-se? E que festa aquela...


8 . Sunscreen
Há uns anos atrás, estava no Trumps (foi esta a noite da brincadeira da tal borboleta com comando à distância, isto para os que se recordam dos posts das borboletas) e ouvi uma música e respectiva letra que me fizeram levantar as orelhinhas e ir directo ao DJ perguntar o que era aquilo... Sunscreen, disse ele, de um cd do
Baz Luhrmann, realizador de uns quantos filmes conhecidos como o Moulin Rouge e Romeu e Julieta.
Bem... o que eu andei à procura deste cd - para comprar, claro - até que, lá por fim, acabei por encontrar.
Para quem não conheça e queira ouvir, muita atenção à letra...




9. Porquê blow-job e não suck-job ?
Há dias, a Anani fez um post sobre blow-job o que me fez pensar na origem do termo. Então, fui dar umas voltinhas que deram no seguinte:
O termo vem da época Victorian England, aparentemente; nessa altura, os homens referiam-se às mulheres de carácter duvidoso como "blowsy". Bem, "blow" era, então, o termo slang para ejaculação. Assim, getting a blow-job significava provocar a ejaculação num homem, numa perspectiva masculina, não existindo termo idêntico para a mulher. Mais uma vez e nessa altura, a masculinidade reinava (hoje já nem tanto assim, digo eu!).

Entretanto, o shakermaker teve a simpatia de me esclarecer sobre o termo que se usa - desconhecia eu - da mulher relativamente ao homem: Giving Head.

10. Gracinha
A demolição de uma casa antiga em Portugal encontraram uma múmia, com o rosto virado para uma das paredes. Com muito cuidado tiraram a múmia da parede. Estupefatos e orgulhosos, observaram entretanto que ela possuía um cinturao de ouro,escrito o seguinte: Manuel, 1917- CAMPEAO MUNDIAL DE ESCONDE-ESCONDE


Bom... e por hoje já chega... às vezes são chato, não sou???
ihihihihihihihihihihih

terça-feira, 3 de julho de 2007

Exclusividade - tema para uma conversa a dois ?

Nos primeiros tempos deste meu blog que, na altura, era desconhecido para todos vocês, fui passando a palavras alguns dos temas com que tenho convivido, fruto de experiências vividas e leituras consequentes, a fim de tentar encontrar explicações, na minha cabecinha, para alguns ou mesmo bastantes "porquês"... Nunca fui nem sou de ligar ao establishment hipócrita da nossa sociedade, principalmente quando se trata de sexo; ele é para ser vivido alegre e descomplexadamente, tirando dele um prazer absoluto...
Sempre me considerei "avançado" neste campo (se bem que o "avançado" seja subjectivo...dependerá do juiz a julgar tal coisa e ser juiz em casa própria como agora estou a ser não está muito certo...) assim como uma pessoa honesta, não só perante mim mas também perante todas as pessoas com quem me relaciono. Daí, ter então feito um post com o nome que agora vêem, apelando a que tudo pode ser resolvido - incluindo todos os tipos de relação entre duas pessoas - desde que existam diálogo e uma abertura totais.
Só que, por vezes, mesmo com a melhor das intenções e também por razões circunstanciais ou não, falhamos nesses tais diálogo e abertura totais - conduzindo a mentiras ou omissões - com consequências que podem levar a resultados desastrosos, caso não estejamos em presença de espíritos superiores e, por isso, saberem reconhecer que errar é humano; e quem não tem telhados de vidro, que atire a primeira pedra...
No entanto, e voltando ao tal post, aqui o transcrevo novamente, num apelo - inclusive a mim próprio - para que esse tal diálogo seja uma constante para todos nós...
Ah! e uma coisa mais... a felicidade, a nossa felicidade, conquistamo-la através da nossa ousadia, da nossa coragem...
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Já anteriormente aqui transcrevi uma passagem deste livro "Sexo e Amor", de Francesco Alberoni, e volto agora a fazê-lo, sem receio de que o autor se possa zangar comigo pois, pensando bem, até será publicidade à sua obra, sinónimo de um eventual aumento de vendas (que modéstia a minha... pensar que este cantinho pudesse ser lido por um número de pessoas de tal forma elevado que justificasse tal aumento !). Vou na minha segunda leitura do livro e continuo a encontrar ideias que há muito me são familiares e que me têm feito pensar; este tema é um exemplo e interrogo-me qual o resultado que provocaria num "casal" ao ser confrontado com tal texto ? Será que diriam "Que disparate !" ?... Será que diriam "Mas nós contamos tudo um ao outro !" e, no fundo, cada um tendo as suas mentirinhas e omissões... Ou será que teriam coragem e aproveitariam tal oportunidade para partilharem os seus segredos ? Não acredito muito nesta última possibilidade, em regra... em excepção, sim... Tem muito a ver com o que as duas pessoas em causa conhecem já uma da outra e aí jogarão ou não à defesa... Por mim, é-me difícil ou quase impossível conceber uma relação em que tudo não seja partilhado... enfim... leiam e depois me digam, se assim tiverem vontade...

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Diz Jennifer: «Mas porque será que quero que o meu marido faça amor só comigo e não com outra apesar de eu própria tê-lo traído com outros homens? Porque será que não aceito que o meu homem vá para a cama com outra e se o fizesse seria para mim uma ruptura irrepáravel? Sei que, ao fazer amor só urna vez, não se ligaria de maneira duradoura e continuaria a amar-me. Porém, não o aceito. «Eu tambem o traí. Fui para a cama com dois homens, um era amigo dele e o outro era um colega que conheci durante um congresso. Foi um capricho passageiro, num momento em que nos tínhamos zangado e estávamos separados há muito tempo. E acho que ele também, tenho a certeza, depois de tantos anos que estamos juntos, terá tido alguma aventura. E tenho a mesma certeza que ele não aguentaria saber que fui para a cama com outro. Eu, de facto, não tenho nenhuma intenção de lho dizer. E não tenho nenhuma intenção de lhe perguntar a mesma coisa. «Então somos dois traidores que mentem. Mas será que no amor não temos de dizer tudo, sermos sinceros, leais? Mas nós somos leais, gostamos muito um do outro. Eu gosto realmente do meu marido. Fiz amor com aqueles dois, mas não os trocaria pelo meu marido por todo o ouro do mundo. Nem por isso. Conheço-o bem, sei que é honesto, correcto, generoso, faria qualquer sacrifício par mim. Aliás, gosto dele, gosto de viver com ele, de falar com ele, de dormir com ele, de fazer amor com ele. E acho que para ele é a mesma coisa. O nosso é um casamento feliz. Mas ambos temos de calar e mentir para não estragar a nossa relação, a nossa vida. É estranho: enquanto calarmos e mentirmos, o nosso amor continua a ser intenso na pretensão de ser exclusivo. Mas nunca devemos verificar se é realmente exclusivo para não o estragar.» Na realidade, todas as relações humanas são feitas de coisas que se podem dizer e de coisas que não se podem dizer. Uma pessoa que entrevistei que teve uma vida amorosa muito atormentada, a certa altura começou a namorar com um homem mais novo que ela e disse-lhe: «Tu podes fazer o que quiseres. Mas faz com que eu nunca veja nem saiba nada, e não penses nunca em fazer-me confissões.» O silêncio não vale só pelo amor. Toda a política, toda a arte da negociação, todas as relações humanas, inclusivé entre pais e filhos, fundam-se sobre o indizível. Nós não podemos exprimir os pensamentos, os factos e os sentimentos que magoariam o outro ou que revelariarn aspectos de nós que o perturbariam. Não devemos dizê-lo nem sequer a nós mesmos: a nossa vida seria uma barafunda de emoções contraditórias sem um centro que produza uma coerência e uma ordem, que imponha um não ou um sim. As relações humanas são reguladas pelo mesmo princípio de indeterminação da mecânica quântica: sabes como correram as coisas só depois de ter cumprido uma medida, quer dizer, depois de ter intervindo no fenómeno e, ao intervir, modificaste-o. Já a pretensão de saber, a pergunta, altera a relação. De qualquer maneira, a verdade é sempre um artefacto gerado pela tua acção que fez com que as coisas fossem «ou isto ou aquilo».
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sábado, 30 de junho de 2007

Reflexões de um sábado à noite...

Hoje, sábado à noite, tenho, por companhia, café, Jack Daniel's, cigarrilhas, música e o meu cãozinho deitado ao meu lado... pensando na vida, nos seus momentos bons, nos seus momentos maus... nas relações entre as pessoas, como são complicadas por vezes...
Recordo inícios de relações...promessas, juras...amor eterno, compromissos, acordos, "nunca vamos ser iguais aos outros"... e, algum tempo passado, o lugar comum... será que tem a ver com a condição humana? sempre insatisfeita? querendo algo mais? lutando continuamente contra a monogamia física da sociedade ocidental? revoltas? querer e não querer? desentendimentos? ciúmes com nexo? ciúmes sem nexo? não sei... não estamos sózinhos no mundo... estamos sim sujeitos ao cruzar de olhares, perdidos, suas consequências e fantasias... fraquezas? também... mentiras ou omissões associadas ? sim, igualmente...

E perante tal amálgama, o que deverá mais importante? enfrentar e combater um orgulho ferido que pode conduzir ao fim de uma relação ímpar e em que serão outros a beneficiarem das lições entretanto aprendidas ? tentar recuperar, numa luta interior tantas vezes inglória, uma quebra de confiança perdida ?  será que, perante uma desilusão confrontada e generalizada, o encanto se desvanece, e aí, por não se poder comandar o coração, simplesmente tudo acabou ? ou então, e em nome de uma algo tão misterioso como o Amor, tudo se vence e faz-se, simplesmente, um reload ?
A Vida tem, com toda a certeza, caminhos misteriosos...

Não comer do mesmo prato...

«Mas o que é que te aconteceu?» - «Não sei», disse ele hesitante, «talvez as harpias tenham voado sobre a minha mesa.»
Acontece hoje, de vez em quando, um homem pacato, comedido, reservado, tornar-se, de repente, furioso, partir pratos, virar a mesa, gritar, berrar, ofender todo o mundo e, por fim, afastar-se envergonhado, furioso consigo próprio. Para onde? Para quê? Para morrer de fome? Para sufocar nas suas recordações? Quem tiver os apetites de uma alma elevada e requintada, e só raras vezes encontrar a sua mesa posta e a comida pronta, correrá, em qualquer altura, grande perigo; mas hoje, ele é extraordinário. Lançado numa época barulhenta e plebeia, com a qual não quer comer do mesmo prato, facilmente pode perecer de fome e sede ou se, finalmente, apesar de tudo, «se servir» - morrer de um nojo repentino.
Nós todos, verosimilmente, já comemos em mesas onde não tínhamos lugar; e precisamente os mais espirituais de entre nós, que são os mais difíceis de alimentar, conhecem aquela perigosa «dispepsia» que resulta de repentinamente nos apercebermos e ficarmos desiludidos com a comida e com a companhia à mesa - o nojo do «após-mesa».
Friederich Nietzsche

terça-feira, 26 de junho de 2007

Swinging... divagações...

Ontem lia um post da Luna a propósito deste tema já tão debatido que é o Swing e achei que o comentário que tinha vontade de deixar seria de tal forma extenso que deixaria de merecer esse nome; assim, optei por fazer um "pequeno" post sobre este tão e sempre quente assunto...

Recordei alguns anos atrás em que o local de encontro dos swingers era ainda e apenas o Memorial (foi nessa altura que apareceu depois o primeiro clube, o Erotikus) assim como a atenção que dediquei a estas divagações ao ponto de ter feito, juntamente com um amigo e tendo como base artigos variados em outros sites, uma série de FAQ's que foram incluídas num site que então fizemos, como suporte para algo mais... foram tempos bem "giros", bem vividos, animados e que tanto me revelou da condição humana... as suas fraquezas, as suas inseguranças, os seus ciúmes, a sua coragem tantas vezes postas à prova... mas também me deu o privilégio de conhecer pessoas fantásticas de quem hoje ainda sou amigo, verdadeiros liberais...

Como dizia a Luna e bem, para se ter sucesso nesta forma de estar, é condição fundamental que um casal - seja ele de que tipo fôr - tenha uma relação bem sólida e se aceite a individualidade de cada um, não como propriedade sua mas como pessoa que ali está, ao nosso lado, com o seu "eu" bem definido, bem independente, embora juntos numa cumplicidade e partilha a toda a prova.
Uma coisa digo eu: o verdadeiro swinging, na minha opinião, o que pode resultar a longo prazo, nada tem a ver com o "toma lá dá cá" mas sim com o prazer de proporcionar prazer ao/à parceiro/a....

Muito mais poderia dizer mas, por um lado, não me quero alongar muito mais e, por outro, as FAQ's respondem a bastantes questões...

Ah! uma coisa mais... os trios, seja eles masculinos (HMH) ou femininos(MHM) sempre foram infinitamente mais fáceis de gerir do que a quatro, por razões óbvias... embora, como em tudo na vida, cada coisa com o seu encanto...



E aqui vão as tais FAQ's...

P: O que é ser swinger? O que é o swinging?
R:
O termo swing, em inglês, significa baloiçar ou variar entre duas coisas.
Nesta acepção, swinger é todo aquele que tem relações sexuais fora do casamento, mas com o conhecimento, concordância, colaboração e muitas vezes ajuda do seu cônjuge. É a chamada pimenta do casamento que vem animar a monotomia e rotina de uma relação.
O swinging é uma filosofia de vida para todos aqueles que, tendo conseguido controlar o ciúme, compreendem que o seu cônjuge não lhes pertence e, assim, não têm o direito de os autorizar ou proibir. Sabem que o ser humano não é monogâmico e essa fidelidade antinatural tem apenas sido imposta pela religião ou sociedade ocidentais. Aceitam, por isso, que um dos direitos do seu parceiro é divertir-se com terceiros, desde que numa base de grande verdade, sinceridade, amizade e cumplicidade dentro do casal.
Nunca se esqueça que o swinging diz respeito apenas a sexo (hetero, homo ou bi), e não inclui ou admite envolvimento sentimental de nenhum tipo.
De notar que, dentro do casal, o reconhecimento da liberdade do outro cônjuge é uma genuína dádiva de amor, e não um negócio nem uma “compensação” pela libertinagem de um dos parceiros ou sequer a moeda de troca que um cônjuge utiliza para atingir os seus objectivos egoístas e pessoais. Note, ainda, que não terá, por isso, que haver uma directa e imediata relação entre o número de vezes que cada um dos cônjuges swinga ou swingou. Não se trata de uma competição (ver quem swinga mais) ou negociação (trocar a autorização de swinging por outra qualquer vantagem) e o objectivo não é sequer empatar no número de actividades swinger de cada um.

P: Só os membros de um casal podem ser swingers?

R: Por definição, sim, já que é necessário o conhecimento e concordância do outro cônjuge, o que não pode acontecer com pessoas sós e solteiras. Mas, para um casal, a prática swinging não se restringe apenas a outro casal. Na realidade existem casais swingers com vários “formatos”:
• os que praticam swinging a dois (e não necessariamente ao mesmo tempo) com um dos membros do outro casal ou com um individual;
• os que praticam swinging a três (formando trios com qualquer dos sexos) com um dos membros do outro casal ou com um individual;
• os que praticam swinging a quatro (ligando-se apenas com outro casal swinging) em que todos os membros estão sempre juntos ou não;
• os que praticam swinging com mais de um casal em simultâneo (em várias combinações possíveis).

P: Qualquer casal pode ser swinger?

R: Não. Nem pensar. Apenas os casais felizes e com uma sólida e estável relação conjugal se podem aventurar nesta filosofia. É necessária uma grande confiança e espírito altruísta entre os membros do casal, e uma forte relação de amor que dê a cada parceiro uma grande felicidade em dar ao outro parceiro a liberdade de ter prazer. A experiência tem demonstrado que os casais felizes aumentam a solidez, a confiança, a intimidade, a cumplicidade e a felicidade do seu casamento, enquanto que os casais que têm problemas... aumentam os seus problemas com o swinging. Por isso tenha cuidado. Pense sempre nos programas de televisão em que os profissionais que fazem coisas perigosas avisam os espectadores para não repetirem aquela proeza em casa.

P: Quais são os riscos mais frequentes?

R: Como foi dito atrás, os riscos do swinging são inversamente proporcionais à felicidade já existente no casal: quanto mais feliz for um casal, menos riscos corre com o swinging.
Mas um dos riscos que a experiência tem demonstrado ser mais comum é o incontrolo do ciúme. São conhecidos casos em que tudo parece acertado entre o casal antes da prática swinger e depois, em face da realidade, um dos cônjuges demonstra incontroláveis ciúmes que muitas vezes não consegue esconder dos parceiros de swinging, o que provoca situações muitas vezes embaraçosas e desagradáveis.
Outro dos desagradáveis problemas pode surgir quando um dos membros (normalmente o marido) não aceita, afinal, o prazer do seu cônjuge. Não compreendendo que a novidade traz uma natural excitação e entusiasmo, um dos cônjuges não aceita que o outro goze mais do que lhe é hábito. Tudo está bem enquanto o parceiro se comporta apenas como costuma comportar-se em casa... e tudo corre mal quando um considera que o outro se divertiu “demais”.

P: Eu concordo com a lógica swinger, mas como convencer a minha mulher (ou o meu marido)?

R: Esta é uma das perguntas mais comuns.
Na verdade pode tentar convencer a sua mulher, mas nunca a force ou obrigue. Lembre-se de que a filosofia swinger não tem que agradar a todas as pessoas e, por isso, não deixe de contar com a hipótese de a sua mulher (ou o seu marido) ser uma das pessoas que não deve enveredar por este caminho. Mas se acha, sinceramente, que a sua parceira se adaptará bem a este comportamento, eis alguns conselhos:
• assegure à sua parceira que ela é livre de fazer a escolha, e que o seu amor por ela não se alterará em função da decisão tomada;
• não tenha pressa. Deixe-a evoluir calmamente até ela aceitar a ideia, sentindo que não foi pressionada;
• não provoque situações embaraçosas em que ela se sinta culpada por ainda não ser swinger, ou fique desagradada com a sua insistência ou a situação criada.

P: Como posso abordar o assunto?
R:
A melhor solução para qualquer problema de um casamento é a comunicação! Se está a pensar na actividade swinger, deve haver uma óptima comunicação no casal.
Comece por falar nas vossas fantasias e desenvolva os sonhos de cada um. Ao mesmo tempo visitem, juntos, sites de swingers. Frequentem canais de IRC (como o #Swingers_Portugal) onde se discutem estes tipos de temas e onde poderão trocar impressões com outros casais que já partilham desta filosofia. Deixe que um swinger experiente fale com o seu marido ou uma swinger experiente fale com a sua mulher. Resumindo, informem-se e tomem conhecimento de que há outros casais que funcionam assim... e funcionam muitíssimo bem e são muitíssimo felizes.

P: Como encontrar outros casais?
R: Não é fácil que as pessoas que formam minorias se identifiquem com segurança. A sociedade tende a criticá-las e a rejeitar a sua conduta pelo que nem sempre assumem publicamente as suas opções sexuais. Mas há alguns métodos: responda a anúncios on-line; frequente canais swingers no IRC; vá a clubes de swingers (como não há em Portugal terá que ser no estrangeiro); frequente alguns bares e boites de Lisboa e Porto onde os casais swingers costumam encontrar-se.
Comece a interessar-se e a procurar e vai ver que encontra o caminho certo.
Em qualquer dos casos, assuma todas as seguranças antes de revelar uma faceta íntima do seu casamento e antes de perceber se o outro casal é realmente swinger. Como em todas as coisas da vida, avance com cautela.

P: Se formos a uma discoteca ou festa com outros casais, o que devemos vestir e o que devemos esperar?
R: Vistam-se conforme a festa e local, mas normalmente o traje é descontraído e agradável. Lembrem-se de que devem causar uma boa impressão aos outros presentes.
O que devem esperar depende sempre do tipo de evento mas, seja qual for, estejam descontraídos. Ninguém os obrigará a nada pois se essa é a primeira regra do swinging também é, antes disso, uma regra fundamental da boa educação. Deixem-se ir um pouco ao sabor do vento e dos acontecimentos, e procurem divertir-se. Afinal foi para isso que foram, não é?
Quando as coisas não estiverem a passar-se de uma forma que vos agrade, saiam. O swinging não é suposto ser desagradável, e o que se passou “nessa” festa ou “nessa” discoteca pode não reproduzir correctamente a actividade swinger.

P: Que tipo de pessoas são os swinger?
R: Os swinger são pessoas absolutamente normais, podendo pertencer a todos os estratos sociais, culturais, económicos e etários. De um modo geral são pessoas que gostam de sair, são pouco conservadoras e por vezes exuberantes. Normalmente gostam muito de viver a vida, e tendem a não ser religiosas. Em termos físicos, encontrará swingers de todos os tipos: altos ou baixos, magros ou menos magros, novos ou menos novos. Não há, pois, nenhuma forma de identificar um swinger pelo seu aspecto exterior.

P: O que devemos dizer quando respondermos ou colocarmos um anúncio?
R: A verdade. Sejam honestos na vossa descrição e o mais exactos e específicos possível naquilo que pretendem encontrar. Expliquem muito bem em que estado se encontram e quais são os limites do vosso imaginário; o que acham que é admissível, desejável ou ideal, e aquilo em que não estão interessados de forma alguma. O envio de fotos costuma aumentar a probabilidade de resposta, mas representa também um maior risco de perda de privacidade. Por isso, e até sentirem ou terem a certeza de que do outro lado estão pessoas civilizadas e em quem possam confiar, não enviem fotos de nus ou hardcore. Para uma primeira abordagem as fotos normais ou com sensualidade são mais do que suficientes para que possam fazer uma primeira triagem.


P: Onde nos devemos encontrar a primeira vez?
R: A melhor sugestão é um local neutro, isto é, um local público, restaurante ou bar. Sejam pontuais e certifiquem-se de que forneceram os elementos necessários para que as outras pessoas vos identifiquem imediatamente, bem como vocês a eles.
Combine previamente alguns sinais com o seu parceiro/a para que, em qualquer altura, possam dizer “sim”, “não”, “talvez” ou “vamos embora”.

P: Como se dá o primeiro passo?
R: Porque o primeiro passo é sempre um embaraço para toda a gente (mesmo para os que são mais experientes), a nossa sugestão é de que não sejam acanhados nem dúbios. A melhor forma será perguntarem, combinarem e conversarem abertamente com o outro casal. Deixem claros os vossos desejos e limitações e oiçam os desejos e limitações do outro casal. Deixem claro o vosso estado mental e certifiquem-se do estado mental dos outros. Não se esqueçam de que pode ser muito desagradável encontrar uns parceiros que descobrem, de repente, não estar preparados para aquilo em que se meteram. E como isso pode acontecer de surpresa, mesmo depois de terem esclarecido tudo... não deixem de assumir todas as cautelas antes.
Não tenham nenhuma pressa, pois a pressa é inimiga da segurança.
Finalmente, lembrem-se de que NÃO quer dizer NÃO (em qualquer altura) e de que tudo deverá passar-se numa atmosfera de charme, simpatia, requinte e boa educação.

P: Tenho mais dificuldades em ser aceite por ser um homem sozinho?
R: Sim, claro, na medida em que surge como uma pessoa que parece não ter nada a perder com a situação.
Além disso, os solitários (homens ou mulheres sós) normalmente estão mais preocupados em obter do que em dar prazer, e tendem a ser egocentristas, apressados, intrometidos, pegajosos, pinga-amor e mesmo apaixonados! Para terminar, há uma certa tendência para considerar os solitários como uma classe de maior risco em termos de saúde.
Mas em questões de comportamento humano não há regras fixas, e tudo o que dissemos atrás pode não se aplicar ao seu caso ou ao solitário que acaba de conhecer.

P: O sexo seguro é obrigatório entre os swingers?
R: Para muitos casais, o sexo seguro é um ponto de honra, mas para outros, não. Trata-se de uma decisão pessoal e como tal deve ser respeitada.
Na verdade o risco existe e, por isso, faça como se sentir melhor. Nunca permita que sejam outros a dizer-lhe que não deve usar qualquer tipo de protecção, se essa não for a sua vontade.

P: O que é “soft swinging” e “hard swinging”?
R: Hard swinging pressupõe a existência de relações sexuais. Soft swinging pode ser duas coisas: o conjunto de todo o resto de intimidades desde que não exista relação sexual; ou, uma situação de relações sexuais entre dois casais, lado a lado, mas em que não haja troca de parceiros.

P: O que é um “hardcore swinger”?
R:
Considera-se “hardcore swinger” o casal cujo único interesse seja sexo e de preferência, muito. Não lhes interessa o convívio social ou qualquer outro tipo de entendimento com outros swinger. Normalmente as suas vidas desenrolam-se em exclusivo em torno do sexo.

P: O que é um “falso swinger”?
R: Considera-se “falso swinger” aquele que tudo faz para se envolver nas actividades swinger mas que não tem uma parceira que o acompanhe. Por essa razão, costuma mentir sobre a sua parceira e, quando há um encontro marcado, apresenta sempre uma desculpa para a parceira não comparecer.